Os partidos são os maiores… quando estão na oposição

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Enquanto esteve no poder, o PSD implementou e manteve as portagens na Via do Infante. Na altura, e até às eleições, o PS clamava contra tal barbaridade e jurava que assim que chegasse ao poder iria baixar o valor das portagens em, pelo menos, 50%. Acabou por reduzi-lo em 15%, foi uma sorte e fez uma festa. É claro que logo veio o PSD – agora na oposição – indignar-se com tal pouca vergonha.

Outra das áreas em que os socialistas eram os maiores até às eleições é a Saúde. Conseguiram convencer meio mundo que bastava correr com o então administrador do Centro Hospitalar do Algarve, Pedro Nunes, para que a qualidade da prestação dos cuidados de Saúde pública na região subisse em flecha.

Como estava escrito nas estrelas, o homem foi à vida e o PS já há uns tempos que manda no país. Mas, para dizer a verdade, eu, por acaso, não noto grandes melhorias na Saúde. E já nem falo da questão dos médicos especialistas continuarem a deixar às moscas os concursos que a ARS abre para o Algarve.

Na impossibilidade de lhes apontar uma arma à cabeça ou de lhes pagar aquilo que se vai pagar aos administradores da Caixa Geral de Depósitos, parece-me que não há grande coisa a fazer, a não ser tentar remediar a situação da forma menos má possível.

Agora, já me faz confusão a maneira como funcionam os centros e extensões de saúde. Na minha área de residência marcar uma consulta para o médico de família é fácil. Difícil mesmo é ser visto pelo médico, pois a consulta é marcada para mês ou meio ou dois meses mais tarde.

É claro que, às tantas, em vez de ir à extensão de saúde, a malta passa a deslocar-se ao centro de saúde, mas convém que seja durante a manhã ou logo a seguir ao meio-dia, porque senão já não consegue vaga e lá vai ter de marchar para as urgências hospitalares.

Isto é tanto mais incompreensível quanto – ninguém me disse, ouvi da boca do próprio, na campanha eleitoral – o homem que hoje é ministro do sector jurava a pés junto que uma das formas de resolver os problemas era investir fortemente nos cuidados primários de saúde, aliviando a carga das urgências e mantendo um serviço de proximidade.

Afinal, e até ver, os problemas nos hospitais continuam basicamente na mesma e não se melhorou grande coisa nas extensões e centros de saúde. Aliás, a este nível, ou é azar meu ou a situação até piorou.

Gostava, agora, de ouvir as justificações daquela malta do PS que tanto malhou no Pedro Nunes. Ah, e dispenso que os do PSD venham atirar pedras e dizer que fariam melhor.

(Opinião, Jorge Eusébio)

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