“Desta vez é para ganhar”

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João Vasconcelos não está com meias medidas. Vai voltar a candidatar-se à presidência da Câmara de Portimão, mas, desta vez, a história terá um final diferente, pois “é para ganhar”.

A convicta afirmação foi feita esta Sexta-feira à noite, no Teatro Municipal de Portimão (TEMPO), na apresentação pública dos cabeças-de-lista do Bloco de Esquerda aos diversos órgãos autárquicos de Portimão, numa sessão que contou com a presença da coordenadora nacional daquele partido, Catarina Martins.

João Vasconcelos quer desalojar do poder o PS que, desde sempre governa o concelho, e que, fruto de uma gestão “pantanosa”, praticamente levou a Câmara à bancarrota. E, muitos dos que, no passado, por acção ou omissão, contribuíram para isso são os mesmo que agora apoiam entusiasticamente Isilda Gomes, que “também não sai bem na fotografia”.

O candidato bloquista identifica quatro “pecados capitais” na gestão da actual presidente de Câmara.

O primeiro foi ter feito uma “aliança negativa” com o PSD após não ter conseguido a maioria absoluta nas últimas autárquicas.

O segundo foi ter lançado a Taxa Municipal Municipal de Protecção Civil, um “imposto encapotado”, que acabou por ter de abolir devido à forte oposição da população. E, a este propósito, já que a autarca diz que a situação financeira do município é, agora, bem melhor do que quando tomou posse, “devia devolver às pessoas o valor que pagaram de Taxa de Protecção Civil”.

Outro “pecado capital” foi o seu executivo ter feito o que João Vasconcelos qualifica como “um ataque” aos artesão e vendedores ambulantes, que, tal como quaisquer outros cidadãos, têm todo o direito de desenvolver a sua actividade e de, com ela, ganharem a vida.

Por fim, criticou a atitude que a maioria do executivo teve para consigo, assim que foi eleito deputado. Porque se trata de funções legalmente compatíveis, João Vasconcelos queria continuar a exercer, em pleno, as funções de vereador.

No entanto, para que isso acontecesse, precisava que as reuniões do executivo fossem marcadas em dias e horas que lhe permitissem fazer a deslocação de Lisboa, pois não é possível estar a mudar a agenda e os trabalhos do Parlamento para poder deslocar-se a Portimão. Acusa Isilda Gomes de não ter querido fazer isso para lhe “dificultar a vida”.

Contra a transferência de competências para a EMARP

Se, de um lado, a candidatura do Bloco de Esquerda luta contra o partido que considera ser responsável pelo que de mau aconteceu no município, do outro, confronta-se com “a direita populista”, referindo-se à candidatura que vai ter José Pedro Caçorino como nº1 à frente de uma coligação que junta o movimento Servir Portimão – liderado pelo CDS – e o PSD. Bom, pelo menos, uma parte parte do PSD, pois, lembrou João Vasconcelos, uma facção daquele partido aliou-se ao PS, agora, outra parte “rendeu-se ao CDS” e há ainda um outro “pólo” que está contra essas duas facções.

Uma das causas dos males que afectaram o concelho foi a criação de várias empresas municipais, que acabaram por se fundir em apenas uma, a Portimão Urbis, que deixou atrás de si dívidas de milhões. Mas, atenção, alertou João Vasconcelos, que a EMARP (Empresa Municipal de Águas e Resíduos Sólidos de Portimão) pode estar no caminho de vir a ser uma nova Urbis. Isto porque tem vindo ajuntar às suas competências muitas outras, o que o candidato bloquista considera não fazer sentido, pois deviam continuar a estar, directamente, na esfera da Câmara.

João Vasconcelos aproveitou a sessão para avançar com alguns dos temas que vão estar na primeira linha das propostas do Bloco, como a habitação social, a recuperação de alguns bairros sociais que se transformaram em autênticos guetos e a criação de hortas sociais. Considera que a gestão autárquica deve ser mais transparente, que deve lutar com outra dinâmica para que o Hospital do Barlavento volte a prestar um serviço de qualidade à população e impedir que promotores privados, que têm interesse directo na matéria, elaborem planos de pormenor.

À frente das listas do Bloco de Esquerda nas próximas autárquicas, para além de João Vasconcelos (Câmara), vão estar Pedro Mota (Assembleia Municipal), Miguel Madeira (Assembleia de Freguesia de Portimão), Bruno Lourinho (Assembleia de Freguesia de Alvor) e Sara Telo (Assembleia de Freguesia da Mexilhoeira Grande).

CatarinaMartins_JoaoVasconcelos

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