Vamos lá esticar as obras da EN 125 até ao fim do Verão… ou do ano

Logo_Opiniao_JorgeEusebio_PqNa Sexta-feira de manhã fui a Lagos. Pela Estrada Nacional (EN) 125, claro, pois deixei de saber onde é que fica a Via do Infante desde que lhe espetaram portagens em cima.

Já me tinham dito que a viagem, nesta altura, é um tormento, devido às obras. Mas fui ganhando confiança à medida que galgava o alcatrão, pois na zona da Figueira e da Mexilheira Grande havia, realmente, obras, mas o trânsito fluía com normalidade. Porreiro, pensei, afinal não há problemas de maior, é só a tal mania dos portugueses de dramatizarem tudo.

Ao chegar a Odiáxere começaram a aparecer máquinas em plena estrada, perdi uns minutos, mas nada de grave. Ainda pensei em cortar à esquerda e seguir pela estrada secundária da Meia Praia, mas armei-me em optimista e segui em frente.

Foi um erro, pois a partir daí eram obras em cada cruzamento que fizeram com que a curta viagem de aí uns 5 ou 6 quilómetros acabasse por ter de ser feita numa meia-hora, o que deve ser um recorde mundial ou pouco menos do que isso. Eram filas enormes de carros de residentes e turistas a esperar e a desesperar.

É óbvio que as obras têm de ser feitas e causam sempre incómodos. Mas há alguns que podiam ser evitados ou aliviados. Por exemplo, era assim tão complicado ou caro arranjar uma forma de, em Odiáxere (e em Lagos, no sentido contrário), avisar os automobilistas que iam perder muito tempo neste troço da EN 125 e que, se quisessem, tinham uma via secundária à sua disposição?

Mas, atenção que a história ainda não acabou. No dia seguinte, Sábado, a seguir ao almoço, voltei a Lagos e a viagem foi bem mais rápida, pois não havia trabalhadores nem máquinas na estrada. Aparentemente, tinham ido de fim-de-semana.

Ora, sabendo-se que as obras na EN 125 se encontram um bocadinho atrasadas (uns quantos anos) e que já estamos praticamente no Verão, com a principal actividade económica da região a carburar em pleno, não seria do mais elementar bom-senso que se fizesse o que fosse possível para tentar despachar as obras o mais rapidamente possível?

Não, isso não teria piada. Vamos mas é esticá-las para durarem até ao fim do Verão ou, com ‘sorte’, até ao fim do ano.

(Opinião, Jorge Eusébio)

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