Choque Frontal ao Vivo com Nuno Barroso

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Nuno Barroso foi o mais recente convidado do «Choque Frontal ao Vivo» da Alvor FM, como sempre apresentado por Ricardo Coelho e Júlio Ferreira.

No habitual ambiente de informalidade e boa-disposição que o programa leva, regularmente, ao pequeno auditório do Teatro Municipal de Portimão (TEMPO), o cantor interpretou alguns dos seus temas mais conhecidos e falou do seu percurso musical… e não só.

Ficou, por exemplo, a saber-se que foi foi futebolista com faro apurado pelo golo, actividade que teve de abandonar devido a problemas de saúde. Filho de Pedro Barroso, a música sempre fez, também, parte do seu quotidiano, embora tenha revelado que o progenitor não se mostrava muito inclinado a que seguisse essa vida.

Foi a mãe que, vendo a apetência do ‘miúdo’ pela música decidiu inscrevê-lo numa escola profissional dirigida por músicos russos. Aí aprendeu muito e estudou obras de grandes compositores clássicos, tendo, posteriormente, continuado os seus estudos na área musical em Portugal e Inglaterra. Nos anos 90 formou o grupo «Alémmar», que teve como principal sucesso o tema “Deixa-me olhar”, com que, de resto, finalizou a sua actuação em Portimão.

Depois de alguns anos de estrada, a banda desfez-se, mas voltou a reunir-se uns anos mais tarde e, actualmente, ainda faz alguns concertos. Nuno Barroso revelou que têm um espectáculo montado, podendo integrar todos os membros do grupo ou apenas alguns, tudo dependendo do cachet disponível.

Entretanto, desenvolveu uma carreira a solo, que durante muito tempo foi acumulando com funções profissionais, também relacionadas com a música, em canais televisivos. E compõe muito, não só para si mas também para alguns de grandes nomes do panorama musical português, como José Cid, Adelaide Ferreira, Nuno Guerreiro ou Rita Guerra.

Compor para outros não é, no entanto, tarefa fácil e, por isso, refere, “não gosto de aceitar tudo aquilo que me sugerem ou me pedem”, uma vez que é tarefa complicada ‘dar à luz’ a canção certa para outro cantor. Precisa de fazer uma análise muito profunda sobre “a personalidade musical” de cada um, as respectivas capacidades e características vocais e até as fases das carreiras em que se encontram.

Um dos grandes êxitos de José Cid dos últimos anos é um tema seu. Tem por título “Mais um dia”, foi genérico de uma das novelas da TVI, venceu prémios e andou na boca de meio mundo. Mas, curiosamente, tinha sido uma música primeiro gravada pelo próprio Nuno Barroso no estúdio de José Cid que, uns anos depois, voltou a deparar-se com ela e fez questão de a interpretar.

Desabafa que viver da música não é fácil. Para se ser músico em Portugal, em primeiro lugar, “é preciso querer muito, é preciso trabalhar para isso e, mais cedo ou mais tarde, aparece um ou outro êxito” que premeia todo esse trabalho e permite que se viva da actividade.

Mas, apesar das dificuldades, não tenciona deixar o mundo da música que “é a minha grande paixão” e está a preparar um duplo álbum que vai ficar disponível muito proximamente. Em tom de ironia, revelou estar prestes a firmar, para o efeito, “um contrato multimilionario” com uma editora, mas, tendo em conta o panorama  nacional, imagina que, no fim, se vendam “aí uma meia-dúzia de discos”.

No próximo dia 27 de Janeiro, pelas 17 horas, o «Choque Frontal ao Vivo» regressa ao TEMPO, agora para um espectáculo especial de aniversário, que terá como convidado especial José Cid.

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