Defeso da pesca deve ser para portugueses e espanhóis

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Na audição da Ministra do Mar, Cristóvão Norte, em representação do PSD, considerou que “é vital rever as cláusulas do acordo de pescas Portugal – Espanha, o qual permite que a frota espanhola pesque em águas sob jurisdição nacional, mesmo em períodos que os portugueses não o podem fazer por força do defeso”.

O deputado algarvio considera que “se existe defeso tem que ser para todos”, pois “não faz sentido que os portugueses suspendam a pesca e os espanhóis prossigam. Por exemplo, no caso dos crustáceos, no Algarve, os espanhóis estão a vender em Espanha lagostim a 50 euros/kg, capturado na região e os algarvios não podem sequer pescar em alguns períodos”.

Cristóvão Norte  insistiu também que “não é suficiente dizer que o mar é uma grande oportunidade, tem que se agir, ou continuaremos a tratar o mar como um lugar remoto nas opções fundamentais para o crescimento do país”.

Por outro lado, Cristóvão Norte registou duas notas positivas e uma negativa. Positiva a renovação da concessão ao Ginásio Clube Naval de Faro por 30 anos da Doca de Faro e a constituição do Grupo de Trabalho para, em conjunto com a Câmara Municipal de Faro, estudar o aproveitamento do cais comercial. Pela negativa destacou “o facto de ter decorrido mais de um ano sem que se conheça qualquer decisão a respeito do modelo regionalizado de portos do Algarve, como tinha sido anunciado a 16 de Dezembro de 2016”.

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