As propostas de João Gambôa para o Portimonense

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É já na próxima Quinta-feira, 19 de Abril, que têm lugar eleições para os órgãos sociais do Portimonense Sporting Clube. Para o lugar de presidente concorrem o actual titular do cargo, Fernando Rocha, e um dos seus vice-presidentes, João Gambôa.

De 44 anos de idade, João Gambôa apresenta-se como sendo “só adepto do Portimonense”, não ‘torcendo’ por mais nenhum clube.

A sua principal proposta é a construção da Portimonense Academy, que consiste na edificação, nos chamados ‘terrenos do Major David Neto’, de um novo campo de futebol, com pista de atletismo à volta. No âmbito da Cidade Europeia do Desporto, a presidente da Câmara de Portimão já assumiu que o município vai construir uma pista de atletismo e João Gambôa referiu, na apresentação da sua candidatura, que  que “nem por sombras admito que possa ser feita noutro espaço”, que não naqueles terrenos.

Isso significa que a construção da pista de atletismo não representará qualquer encargo para clube. Quanto ao novo campo de futebol, para que seja uma realidade, o clube terá de encontrar parceiros.

Para além da pista de atletismo e do novo campo de futebol, que se junta ao que já lá existe, João Gambôa pretende, também, que, mais tarde, seja construído, na zona, um edifício multiusos.

“Não vou ser o presidente do croquete, do copo de vinho e do camarote presidencial”

Se for eleito, garante que “não vou ser o presidente do croquete, do copo de vinho e do camarote presidencial”. Quer estar sempre bem perto e em contacto com os sócios, aos quais disponibilizará o seu número de telemóvel, para que lhe possam “ligar quando quiserem”, de forma a darem-lhe conta de qualquer situação que entendam estar menos bem no clube.

Este candidato quer criar alguns benefícios para os sócios, o que implica fazer protocolos com empresas e fornecedores. Promete, ainda, criar o Provedor do Sócio e o Dia do Adepto e, no decorrer das celebrações do aniversário do Portimonense, homenagear sempre os associados com 25 e 50 anos de ligação ao clube.

Outra das suas bandeiras é a renovação da sede, para dar aos seus frequentadores melhores condições e conforto, o que, garante, pode ser feito com um investimento modesto, na ordem dos 5 a 10 mil euros.

Sendo o futebol profissional uma responsabilidade da SAD (na qual o clube tem apenas 10% do respectivo capital), aos órgãos eleitos do Portimonense Sporting Clube compete gerir as modalidades amadores. Isso passa por dar maior apoio aos respectivos jogadores e técnicos e por coordenar a forma de gestão e de ligação entre eles. Na prática, entende que “temos 4 clubes dentro do clube”, correspondentes a cada uma das modalidade, “e é urgente articular a gestão e partilhar meios”.

Criação de centro médico para os jovens atletas

A criação de um centro médico que preste apoio aos cerca de 700 jovens atletas do clube e a certificação da escola de formação do Portimonense são outros dos pontos que constam do seu programa.

Fazendo um resumo do que foi a evolução do Portimonense nos últimos anos, lembrou que quando, há cerca de 12 anos, Fernando Rocha chegou, o clube “estava à beira da falência” e dá mérito ao actual presidente pelo trabalho que então desenvolveu.

No entanto, lembra que a redução da dívida de 2,5 milhões para 300 mil euros foi conseguida, praticamente na sua totalidade, pelo recurso ao PER – Processo Especial de Revitalização, através do qual os credores aceitaram perdoar a esmagadora maioria dos créditos que tinham para com o clube.

Apesar disso, considera que a situação financeira não é fácil, uma vez que, a partir de agora, o Portimonense vai ter de pagar esses 300 mil euros em prestações mensais. Para fazer face a essa despesa acrescida são necessárias mais receitas e as opções não são muitas. Uma das poucas é a colocação de publicidade no topo sul do estádio, “o presidente tinha umas ideias, falou de umas empresas que iam colocar lá publicidade, mas a verdade é que já se passou a época e deixámos de facturar 30 mil euros”.

João Gambôa admite que se o clube ainda tivesse a seu cargo o futebol profissional ele não seria a pessoa ideal para liderar o Portimonense. Mas, agora, que “já não temos o Portimonense dos negócios (o do futebol), temos o portimonense do coração e é necessário adaptar o modelo de gestão” sente que tem condições para o fazer, pelo que resolveu dar este passo e concorrer à liderança do clube.

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