Guerra aberta no «Nós, Cidadãos!»

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Há um clima de guerra política aberta no «Nós, Cidadãos!» no Algarve, que ameaça ter consequências a nível nacional.

Em comunicado assinado por Mário Cintra, na qualidade de presidente da Comissão Política de Portimão do partido, é tornado público que, em reunião daquele órgão e em sessão da Assembleia de Militantes, foi deliberado, “por unanimidade, retirar a confiança política a Cristina Maria de Sousa  Velha”.

No documento, acrescenta-se que Cristina Velha, que é a única eleita do partido na Assembleia Municipal de Portimão, já não representa o partido, pelo que todas as suas intervenções, votações e declarações de voto naquele órgão “serão da sua inteira responsabilidade”.

No entanto, ainda antes da realização da Assembleia de Militantes, Cristina Velha garantia ao «Algarve Marafado» que se tratava de uma reunião sem qualquer tipo de validade legal. Isto porque ela é que é a presidente da Mesa da Assembleia, pelo que lhe competiria marcar a sessão, o que não aconteceu, uma vez que, refere, não lhe chegou tal pedido.

Na leitura que faz dos regulamentos internos só se o pedido, subscrito por um determinado número de militantes, lhe fosse feito e ela o recusasse é que a Assembleia de Militantes poderia ser realizada por outra via, desde que estivessem reunidos certos requisitos legais.

Outro conflito entre, por um lado, o grupo de militantes liderado por Mário Cintra e, por outro, Cristina Velha e a Comissão Política Nacional, tem a ver com constituição de uma estrutura regional do partido. Conforme o «Algarve Marafado» noticiou na altura, no dia 26 de Maio foram levadas a cabo eleições para o efeito, convocadas por uma comissão anteriormente constituída, liderada por Mário Cintra.

Mas, também neste caso, Cristina Velha garante que se trata de um processo que foi levado a cabo à margem de todas as normas estatutárias e regras do partido, pelo que não tem qualquer tipo de validade. Inclusivamente, a Comissão Política Nacional já “tinha nomeado uma comissão instaladora, de que sou um dos elementos” para dirigir esse processo.

Esta divisão interna a nível regional vai alastrar ao plano nacional, uma vez que um grupo de que faz parte Mário Cintra coloca diversas dúvidas sobre a gestão financeira e à organização interna e pediu a realização de um Congresso Extraordinário para debatê-las, algo que, ao que apurámos, já terá sido aceite e, em princípio, deverá realizar-se em Setembro.

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