Festas de Santo António também passaram por Lagos

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(Texto e foto: Guedes de Oliveira)

O Santo António é um dos santos populares indissociavelmente ligado à cidade de Lagos. A comprovar esta ligação está a Igreja de Santo António com sua rica talha dourada. São inúmeros os visitantes que admiram esta jóia do barroco português na sua passagem por Lagos. Incrustada no Museu da cidade, é uma peça de rara beleza que liga Lagos a este santo popular e que é passagem obrigatória para todos os que nos vêm visitar. E são aos milhares os que, ao longo de todo o ano, podem usufruir deste maravilha em talha dourada que temos para oferecer.

Não admira, por isso, que o 13 de Julho, dia de Santo António a nível universal, tenha uma particular comemoração a nível local. As cerimónias começaram ao fim da tarde com uma missa celebrada, a título excepcional, nessa pérola do barroco português que dá pelo nome de Igreja de Santo António. A missa, presidida pelo pároco de Santa Maria, foi coadjuvada pelo pároco de Odeáxere.

E foram muitos os fiéis que encheram aquele templo de riquíssima talha dourada dedicado a este santo tão enraizado no seio da população e de forte devoção. E, depois de uma celebração festiva e muito participada, esta viria a concluir-se com a distribuição do pão de Santo António. É uma tradição que o museu faz questão de reavivar para fazer recordar essa preocupação do nosso santo milagreiro em acorrer e distribuir pão aos mais necessitados. Assim, todos os participantes puderam levar um pão e recordar esses tempos de outrora.

A noite foi diferente e juntou em seu redor um mar de gente. Aconteceu na esplanada do Infante. Apesar do ar nobre, monumental e de um simbolismo histórico invulgar, os mastros com sabor a festas populares começaram-no a invadir e a beliscar a sua austeridade e todo esse lastro de historicidade que aquele espaço comporta.

Mas como esse é seguramente um dos espaços de Lagos que, sem grandes arranjos ou preparações, consegue juntar uma afluência de público invulgar, apesar do vento e frio que costumam fazer-se sentir, aí as marchas populares começaram a desfilar perante uma moldura humana que as conseguia rodear.

E muitas foram as marchas que aí desfilaram, que recordaram tradições e que deram um ar de festa popular e de comemoração a esta noite que encerrou o dia de Santo António. É que, ao contrário do que é habitual, a noite, em Lagos, dos Santos Populares, foi de 13 para 14 e de 14 para 15 e não de 12 para 13 como é habitual. Mas não foi esta alteração de noites que afastou a população ou que diminuiu a participação. A moldura humana que rodeou estes desfiles foi suficientemente expressiva e de forma a incentivara a organização para as continuar.

No que ao desfile propriamente diz respeito, este foi abrilhantado por várias marchas que aí desfilaram e mostraram os seus dotes em colorir um desfile e umas noites como aquelas. Por aquele espaço da Praça do Infante desfilaram marchas como as do Centro Comunitário da Duna da Meia Praia, da Paróquia da Luz, de Odeáxere, do Clube Artístico Lacobrigense, do Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Lagos, do Clube ABC os Espicenses, do Lar Rainha D. Leonor e do Lar Filipe Fialho ambos da Santa Casa da Misericórdia de Lagos e das Paróquias de Sagres e Vila do Bispo. Durante estas duas noites de 13 e 14 deste mês dos Santos Populares, cada marcha, com um motivo alusivo, procurou reavivar tradições e mostrar todo o brilho e colorido tão próprios de umas noites como estas.

No que a tradições diz respeito, é de realçar o quadro das lavadeiras de Odeáxere ou o da recuperação e evocação das fábricas conserveiras de Lagos que aí desfilaram pela mão do Clube Artístico Lacobrigense. E, como curiosidade, há ainda a destacar o par de Odeáxere formado pelo vereador Luís Bandarra e pela sua partner. Mas no que ao executivo diz respeito, também se pode ver a Presidente da Câmara, Joaquina Matos, vestida de gala e preparada para dançar.

Foi assim que qualquer um pensou quando a Presidente entrou a par das demais dançarinas. Mas apenas viria a ser a madrinha da marcha do Centro de Cultura e Desporto dos trabalhadores da Câmara Municipal de Lagos. E, assim, quem se preparava para apreciar os seus dotes de dançarina, acabou por sair defraudado ao ver que, como madrinha, apenas subia ao palco para acompanhar a marcha que, diante de si, começava a desfilar.

E com mais ou menos curiosidade e poder de atracção, as Marchas de Santo António, em Lagos, desfilaram e deram um colorido diferente à Praça do Infante. Para que o arraial, de sabor a Santos Populares, tivesse um enquadramento maior, as tasquinhas que por lá se estendiam contribuíam para esse ambiente que, em seu redor, costuma chamar um mar de gente. E foi de facto um mar de gente que se juntou na Praça do Infante para celebrar e festejar o Santo António em Lagos.

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