“Tenho medo de gastar dinheiro”

A presidente da Câmara de Portimão não esqueceu as dificuldades financeiras que encontrou na autarquia e com as quais teve de lidar ao longo do primeiro mandato.

Na última sessão da Assembleia Municipal confessou estar ainda “muito traumatizada com o que passei” ao longo daqueles anos, o que faz com que “ainda hoje me custe gastar dinheiro.”

Por regra, revelou, quase sempre que os seus vereadores lhe apresentam uma proposta que implique uma despesa relativamente elevada, a sua resposta é “nem pensar nisso” porque “tenho medo de gastar dinheiro”. Para a convencerem a abrir os cordões à bolsa têm que insistir e justificar muito bem a necessidade do que propõem.

Isto apesar de, atualmente, a situação da Câmara ser bem diferente da que encontrou e de haver uma considerável folga financeira, que, referiu, deverá ultrapassar os 20 milhões de euros, verba que transitará para 2019 e assim reforçará o orçamento de 58,6 milhões de euros, aprovado naquela sessão.

Ainda assim, a autarca promete continuar “com os pés bem assentes na terra”, até porque uma parte importante das verbas que recebe é resultante do dinamismo imobiliário e se “eu começasse a conjeturas de grandes investimentos e essas verbas descessem” poderia voltar a colocar a Câmara numa situação delicada, o que garante não ir acontecer.

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