A “degradação completa” do Serviço Nacional de Saúde na região

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Embora mantenha a ideia de que o Centro Hospitalar do Algarve (CHA) deve ser desmantelado, o deputado do Bloco de Esquerda eleito pela região, João Vasconcelos, mostra compreensão pela decisão do ministro de, para já, não o fazer. É que, tendo em conta a situação em que se encontram os hospitais entende a frase do governante de que não poderia alterar em quatro dias aquilo que foi feito em 4 anos.

De qualquer forma, a sua posição é a de que a constituição do CHA foi muito negativa para a região, atirou os tempos de espera para níveis “incomportáveis” e fez diminuir o número de especialistas, sendo que, pelas suas contas, faltam, nesta altura, 149 médicos nos hospitais da região.

Em intervenção proferida nas Jornadas do Arade, no painel sobre questões de Saúde, João Vasconcelos, defendeu a tese de que a situação só não é ainda pior graças “à luta de centenas de pessoas”, de autarcas e de mais de 200 profissionais que, em determinada altura, assinaram uma carta, criticando as dificuldades e as carências com que se deparavam.

Mais contundente foi ainda a intervenção de um antigo administrador do Centro Hospitalar do Barlavento, Luís Batalau, que não fazia parte do painel, mas que interveio no período destinado a perguntas do público.

Luís Batalau manifestou-se completamente contra a fusão dos hospitais que diz ter prejudicado, especialmente, o Barlavento e contribuído, de uma forma geral, para a “degradação completa” do serviço Nacional de Saúde na região. Acusou a administração de ter enviado para Portimão caixas supostamente de material novo, mas com equipamento velho lá dentro e de também ter mandado virem buscar material de secretaria às “três ou quatro horas da madrugada”.

Criticou, igualmente, os cortes feitos ao nível da limpeza, o que admitiu poder estar na origem de casos de tuberculose que afectam em alguns profissionais. Ainda acusa a equipa de Pedro Nunes de ter “abandonado” os profissionais do Hospital de Lagos, que nem sequer conhecerão os administradores.

Neste painel, os protagonistas foram João Vasconcelos e o professor universitário Luís Coelho. Também convidado estava o médico Martins dos Santos que, à última hora, não compareceu, alegando afazeres profissionais. Uma justificação que não convenceu Luís Batalau que o acusou de ter medo de marcar presença, uma vez que “foi conivente com a criação do CHA”.

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