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A rotunda da polémica

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A questão da rotunda destruída à entrada da praia de Alvor foi um dos temas discutidos na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Portimão desta Sexta-feira, 15 de Abril.

A intervenção foi justificada pelo delegado regional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) como uma necessidade para “salvaguarda das dunas que são a primeira linha de protecção do mar”. Sebastião Teixeira lembrou situações do passado, em que a fúria do mar provocou fortes estragos, o que levou a que tivessem de ser realizadas uma série de intervenções, entre as quais o enchimento de areia de algumas praias. Portanto, na sua opinião, “quanto mais para trás” da linha de costa for colocado o fluxo de pessoas e de carros, “melhor”. Para além de que não vê problema nenhum em que a rotunda vá ser deslocalizada cerca de 50 metros em relação ao local onde até agora funcionou.

Também o administrador do grupo Pestana, Pedro Lopes, colocou a tónica na necessidade de protecção da linha de costa. Lembrou que “o mar já chegou àquela rotunda e se não tivesse sido feito o enchimento, hoje já não havia rotunda”.

Argumentos que não convenceram alguns dos deputados municipais e muitas das pessoas que foram assistir à sessão as quais, em comentários paralelos, perguntavam se isso é assim, então porque é que bem perto da rotunda agora destruída se vai instalar um restaurante pertencente ao grupo Pestana. Uma questão que não teve resposta.

Dois dos deputados municipais mais críticos da destruição da rotunda foram Francisco Coutinho e Fernando Gião, do movimento Servir Portimão,que teve a iniciativa de convocar esta sessão extraordinária. Francisco Coutinho defende que a rotunda fazia parte da “identidade e memória” das pessoas do concelho e até dos muitos turistas que ali se deslocavam.

Fernando Gião considera que todo o processo foi “escondido” da população que “não votou no grupo Pestana”, mas nos políticos presentes naquela sala, os quais devem defender o interesse público. E, inclusivamente, qualifica a destruição da rotunda como “provocatória”, uma vez que foi feita escassos dias antes da realização daquela assembleia, o que suspeita ter sido intencional para que se tornasse um facto consumado.

Uma suspeita rejeitada por Pedro Lopes e pelo delegado da APA. Sebastião Teixeira afirmou mesmo que não sabia quando é que a rotunda deixaria de existir, tendo até sido “apanhado de surpresa”, mas “tomara que isso tivesse sido feito já há um mês.”

No decorrer da assembleia foi referido que os trabalhos que estão a ser realizados à entrada da praia de Alvor não têm a ver com o Plano de Pormenor daquela zona – que ainda vai ser elaborado. Trata-se de uma obra integrada no Plano de Intervenção na Frente de Mar de Alvor, que já tinha envolvido o desassoreamento e a primeira fase da construção de passadiços.

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