“Se querem vista vão circular no passadiço”

A destruição da rotunda de acesso à praia de Alvor despertou o interesse dos portimonenses para as mudanças que vão ocorrer na zona envolvente.

Há um plano de pormenor a elaborado para aquele território que, à falta de capacidade financeira da Câmara, vai ser executado pelo grupo Pestana.

Naturalmente que, depois, competirá ao poder político do município aprová-lo ou não e, no decorrer da sessão da Assembleia Municipal desta Sexta-feira, ficou, também, informalmente decidida a formação de uma comissão de acompanhamento, uma proposta feita pelo deputado municipal Hélder Renato, do PSD.

A presidente da Câmara, Isilda Gomes, sublinhou que não há nesta fase decisões tomadas, pois só agora vai começar a ser elaborado o plano, mas, pelos vistos, já existem muitas ideias para toda aquela zona.

Ideias que foram apresentadas por Pedro Lopes, do grupo Pestana, que explicou ser um dos objectivos fundamentais a regularização de uma série de aspectos que ficaram pendentes, após o desaparecimento da Torralta. Por exemplo, formalmente, os caminhos e estradas existentes ainda são privados, uma situação que “não faz sentido e o que queremos é entregar ao domínio público o que realmente é público.”

Também se pretende melhorar a estrada da Torralta, acrescentando-lhe, do lado norte, faixas para bicicletas e para peões e, do lado sul, assegurar passeios em toda a sua extensão. A criação de vários parques de estacionamento é outro dos elementos fundamentais do projecto apresentado.

O espaço situado perto da Restinga, em frente  – do outro lado da estrada – do parque de auto-caravanas deverá ser entregue à Câmara e para aí desenham-se, para já, duas possibilidades. A ideia original passava por instalar nesse espaço um parque temático, mas, entretanto, o presidente da Junta de Alvor terá sugerido que nessa zona seja colocado o mercado da vila, com um conceito diferente e mais abrangente do que o actual, e beneficiando das bolsas de estacionamento automóvel que, à volta, irão ser criadas. Pretende-se que seja um equipamento que possa atrair quer a população local, quer os turistas, e o modelo que poderá seguir é o do Mercado de Campo de Ourique. No entanto, Pedro Lopes frisou que aquela é apenas uma ideia que está em cima da mesa e que outras sugestões serão bem-vindas.

Um dos aspectos que motivou maior discussão teve a ver com a destruição da rotunda de acesso à praia, alegadamente para dar lugar ao passadiço. Uma opção criticada por alguns deputados municipais que entendiam haver soluções que evitavam tal desfecho. Na prática, dizem, o que acontece é que afastam as pessoas da linha de água, roubando-lhes a vista. A isto respondeu o delegado da Agência Portuguesa do Ambiente, Sebastião Teixeira, que nenhum acesso à praia vai ser cortado, e que a questão da vista não é argumento válido, pois “se querem vista, vão circular para o passadiço”.

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