Incêndio “muito estranho”

O comandante da Protecção Civil algarvia qualificou como “muito estranha” a forma como se iniciou, esta Quarta-feira, e se desenvolveu, a partir daí, o fogo que continua a ser combatido. Isto porque se tratava de “um incêndio perfeitamente consolidado, com mais de 48 horas sem que tenha tido reacendimentos”.

No entanto, Vaz Pinto diz que, nesta altura, determinar se se tratou de um reacendimento ou de um fogo posto não é o que mais o preocupa, mas sim continuar a dar combate às chamas.

Essa é, contudo, uma tarefa que não se afigura fácil, uma vez que o incêndio evoluiu de forma muito rápida e em várias direcções.

Por volta das 18H30, adiantou o responsável da Protecção Civil, havia uma frente de fogo dominada, mas outras duas (a Oeste e a Sul) continuavam activas.

Para além das condições do terreno, com muitos declives e difíceis acessos, o principal inimigo dos bombeiros tem sido o forte vento que se tem feito sentir. Vento que não só tem transportado o fogo em vários sentidos, mas que também tem dificultado bastante a actuação dos meios aéreos que, supostamente, seriam uma mais-valia fundamental.

Vaz Pinto disse não ter tido, até agora, conhecimento de ter ardido qualquer casa habitada, mas apenas algumas ruínas.

Uma das grandes dores de cabeça dos bombeiros é a zona norte do concelho de Portimão, em especial, Montes de Cima e Senhora do Verde, de onde já foram preventivamente evacuadas cerca de duas dezenas de pessoas, segundo informou a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes. No entanto, a esmagadora maioria foi para casas de familiares, havendo apenas quatro no centro de acolhimento da Protecção Civil de Portimão.

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