Portimão fica sujeito à “ditadura dos bancos”

O Bloco de Esquerda (BE) de Portimão considera que o visto recentemente dado pelo Tribunal de Contas ao Fundo de Apoio Municipal (FAM) não é uma notícia positiva. Pelo contrário, trata-se de “um atentado à autonomia financeira e administrativa do Município”, uma autêntica “calamidade.”

Em comunicado, a concelhia local do Bloco de Esquerda acrescenta que a adesão por parte da autarquia ao FAM “representa um agravamento da política  injusta até aqui seguida, estabelecendo os impostos municipais nas taxas mais elevadas, irá diminuir os apoios sociais às famílias e colectividades e significará uma espécie de troika sobre o Município e os seus órgãos democraticamente eleitos – durante vários mandatos autárquicos.”

O BE qualifica como “dramático” o facto de 5 dos 142 milhões de euros pedidos serem destinados a financiar acções judiciais colocados contra a Câmara e que mais de 121 milhões vão “direitinhos para a banca.”

Para além disso, acrescenta-se no comunicado, o recurso ao FAM, “para além de politicamente indesejável, não oferece a mínima credibilidade quanto aos objectivos propostos, considerando que a fundamentação das estimativas de receita não apenas é falaciosa, como até contraditória.”

O que é certo, para os bloquistas, é que “nos próximos 27 anos, os portimonenses irão ficar sujeitos a um verdadeiro garrote e à ditadura dos bancos, sendo obrigados a pagar uma dívida colossal e uma grave crise, pelas quais não são responsáveis.” Mas, conclui o Bloco de Esquerda, “há responsáveis e eles andam por aí.”

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