Ambiente “penoso e de risco” nas Urgências do Hospital de Portimão

Um “ambiente penoso e de risco” é o que os enfermeiros dizem existir no Serviço de Urgências do Hospital de Portimão. Há uma “reduzida segurança e qualidade dos cuidados prestados” naquele espaço, a qual consideram estar “relacionada com a falta de condições de trabalho”. 

As expressões estão contidas num manifesto que foi entregue ao secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, na sua recente passagem pela região. No documento pode ler-se que o número de enfermeiros é escasso para “dar resposta a tanta gente que se acumula em macas, lado a lado, a ponto de se tocarem, esperando longas horas por um cuidado, uma resposta ou um simples olhar. Tantos, que por vezes até se torna difícil chegar perto.”

A média existente é de “um enfermeiro para 10 doentes, ou mais, para fazer a sua higiene, alimentá-los, administrar-lhes medicação, controlar sinais vitais e avaliar sintomas, verificar que exames têm para realizar, que cuidados especiais e, claro, ouvir as suas preocupações, dar-lhes atenção e à sua família que espera e desespera longas horas.”

Acrescenta-se que os utentes “chegam a ficar internados na urgência vários dias, por vezes até completar uma semana, quando na verdade, nem deviam de existir ‘internados’ na urgência.”

Para fazer face a estes e outros problemas que os signatários dizem existir, defendem, entre outras medidas, o aumento do número de enfermeiros, a criação de uma escala de evacuação de doentes urgentes, em regime de prevenção, à semelhança da que existe em Faro ou a reposição da equipa de transferências que, em tempos, existiu na urgência de Portimão.

Propõem, também, a definição de “espaços próprios destinados a isolamento de contacto e a construção de quarto(s) de isolamento com pressão positiva e negativa para isolamento respiratório.”

Este manifesto foi, segundo informação divulgada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), subscrito por 47 dos 60 enfermeiros que constituem aquela equipa.

Dirigentes do SEP Algarve transmitiram ao secretário de Estado que são necessários mais cerca de 150 enfermeiros nos Cuidados de Saúde Primários e 450 nos Hospitais Algarvios. No decorrer de uma breve reunião, na altura, mantida com o governante, foram, ainda, feitas outras reivindicações, como a aplicação, na prática, das 35 horas semanais a todos os enfermeiros, independentemente do vínculo laboral, bem como a reposição do valor integral das horas de qualidade e extraordinárias.

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