Barcos de Fórmula 1 à espera que o vento os deixe acelerar no rio Arade

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O forte vento que se fazia sentir na manhã desta Sexta-feira estava a dificultar as tarefas de preparação das equipas que vão participar no Grande Prémio de Fórmula 1 em Motonáutica, que decorre este fim-de-semana na estuário do Rio Arade, em frente a Portimão.

Um dos grandes favoritos à vitória na prova rainha, cujo início está agendado para as 13H30 de Domingo, é o francês Philippe Chiappe, tri-campeão da modalidade e vencedor da prova do ano passado disputada em Portimão.

O experiente piloto, de 53 anos de idade, mostra-se esperançado em que, este ano, a vitória vai voltar a sorrir-lhe ao volante de um bólide da equipa chinesa CTIC F1 Shenzhen China. O seu percurso vitorioso está, de resto, a contribuir para que a modalidade grande enorme popularidade na China.

Também Marit Stromoy, a única mulher neste circuito de Fórmula 1, se mostra esperançada em que poderá inscrever o seu nome entre os vencedores da prova algarvia. A piloto norueguesa guarda boas e más recordações da sua passagem pelo rio Arade em anos anteriores, em especial, em 2011. Pela positiva, o facto de ter conseguido a pole position e, negativamente, por se ter envolvido num aparatoso acidente que, embora sem consequências físicas, lhe negou a possibilidade de vencer uma corrida que, então, liderava.

O piloto português Duarte Benavente também quer entrar nas contas desta corrida. No ano passado ficou no 8º posto na prova, uma posição que quer melhorar, até porque no final deste Campeonato do Mundo quer conseguir estar uns lugares acima do 9º que, no ano passado, obteve. Tal como, de resto, todos os pilotos com que falámos, Duarte Benavente adora a prova de Portimão por as condições existentes no rio Arade permitirem aos pilotos atingirem altas velocidades, de cerca de 220/230 kms/hora.

Insistência de Nuno Mergulhão levou a organização a fazer a prova em Portimão

O grande prémio de Fórmula 1 de Motonáutica regressou a Portimão em 2016, após 4 anos de ausência. Provavelmente, por ser a prova preferida de muitos pilotos, a organização decidiu voltar a colocar o rio Arade no mapa da modalidade. Devido a isso e à fraca capacidade financeira da autarquia, essa edição realizou-se sem custos para a Câmara de Portimão.

Este ano, isso já não acontece. A edilidade investe 150 mil euros, verba a que se juntam mais 340 mil euros do Turismo do Algarve. Para a presidente da Câmara, Isilda Gomes, este é um investimento que se justifica, tendo em conta a “projecção mediática que dá a Portimão, ao Algarve e ao país”. No ano passado, a prova teve 37 transmissões em directo, para além de muitas outras em diferido e quase mil reportagens e resumos televisivos, um pouco por todo o mundo.

A vinda da Fórmula 1 de Motonáutica para Portimão deveu-se ao desejo e insistência do malogrado presidente da Câmara de Portimão Nuno Mergulhão. O responsável máximo pela modalidade Nicolo di San Germano recordou que, em 1984, acercou-se dele, em Sevilha, onde se realizava um grande prémio, um homem que disse ser de Portimão, se apresentou como Nuno Mergulhão e disse que “mais cedo ou mais tarde queria trazer a prova para a sua terra”.

Nicolo di San Germano confessa que, na altura, nem fazia ideia onde ficava Portimão e não mais pensou no assunto. Até que, uns anos mais tarde, no decorrer da prova realizada em Budapeste voltou a deparar-se com Nuno Mergulhão que insistiu na ideia, disse que estavam criadas as condições para isso e a prova acabou mesmo por vir para Portimão.

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