“A menos que tenhamos sido anexados por Marrocos, ainda somos portugueses”

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O presidente da Câmara de Lagoa mostra-se preocupado com o plano de grandes investimentos em infra-estruturas para o país que já está a ser preparado para avançar após o fim do actual quadro de apoios comunitários, que termina em  2020.

É que, referiu no decorrer da sessão de tomada de posse dos autarcas, o ‘mapa’ desses investimentos abrange, essencialmente, o Norte e Centro do país e “acaba em Évora”. Ora, tal como as outras, a região algarvia “tem muita faltas” e necessidades e, “a menos que tenhamos sido anexos por Marrocos, ainda somos portugueses”.

Francisco Martins aproveitou a oportunidade para voltar a defender a regionalização. Apesar de concordar com o pacote de descentralização de competências para as autarquias que o Governo está a preparar, diz que isso não vai fazer com que deixe de lutar pela regionalização.

O autarca mostrou-se muito satisfeito pela “vitória robusta” alcançada, que fez com que das listas socialistas tenham saído cerca de 80% dos elementos que vão fazer parte dos diversos órgãos autárquicos do concelho e atribuiu essa demonstração de confiança ao trabalho realizado no mandato anterior. Os resultados alcançados também indicam que os lagoenses disseram não a “campanhas que tentam denegrir aqueles que cá andam”.

Mas “a festa terminou à meia-noite” do dia 1 de Outubro e agora é altura de jogar mãos à obra e concretizar os projectos que constam no programa eleitoral apresentado pelo PS.

Entre as muitas intervenções previstas estão a requalificação da Baixa de Ferragudo e da Praia da Angrinha, a criação de parques urbanos em Lagoa e no Parchal, a requalificação da Sra. da Rocha, a concretização do Museu de Lagoa e a continuação do projecto Smart City.

Combate à violência doméstica

Ao longo dos próximos 4 anos, uma das áreas a que promete dar muita atenção é à da habitação social. No mandato anterior “já foi feito o levantamento” e, agora, é altura de se avançar para o terreno.

Ao nível do apoio social destacou, ainda, o facto de, pela primeira vez, ir ser criado o pelouro da Igualdade e Cidadania, que vai dedicar muita atenção ao fenómeno da violência doméstica. O autarca diz ser “uma vergonha” que certos “senhores andem, durante o dia, de peito feito na rua e em casa maltratem quem aceitou ser seu companheiro”. O combate à violência doméstica, garantiu, vai ser uma das grandes causas e bandeiras da sua equipa, ao longo do próximo mandato.

A cerimónia de tomada de posse dos eleitos para a Câmara de Lagoa teve lugar na Terça-feira, 17 de Outubro, no Auditório Municipal. A seu lado, no executivo camarário, Francisco Martins vai ter 4 vereadores eleitos pelo seu partido, o PS (Luís Encarnação, Anabela Simão, Nuno Amorim e Jorge Pardal) e 2 do PSD (José Inácio e Mário Vieira).

A Assembleia Municipal, que continua a ser liderada pelo também socialista Águas da Cruz, conta com mais 13 eleitos pelo PS (Alves Pinto, Fátima Lopes, Pedro Lobato, Luís Alberto, Licínia Lourenço, Carlos Ramos, Joaquim Adão, Elsa Mendes, Vítor Sobral, Luís Ribeiro, Sofia Espada, Carlos Alvo e António Nobre), 5 do PSD (Joaquim Cabrita, Ana Rita Jesus, Luís Vieira Dias, João Rocha e Telma Viana), 1 do Bloco de Esquerda (Andreia Pais) e 1 da CDU (Victor Carapinha).

Também os presidentes das Freguesias e Uniões de Freguesia, todos socialistas, têm assento, por inerência, naquele órgão). São eles Joaquim João (Lagoa/Carvoeiro), Joaquim Varela (Estômbar/Parchal), Luís Veríssimo (Carvoeiro) e Luís Bentes (Porches).

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