Imóveis muito baratos e muito caros são os que têm maior procura

Os imóveis que, atualmente, têm maior procura são os mais baratos e… os mais caros. A experiência de Rui Oliveira, da empresa Decisões e Soluções, diz-lhe que “as pessoas procuram imóveis que tenham preços até 250 mil euros e também os que custam mais de meio milhão”. Pelo meio, há um nicho de mercado entre os 250 e os 500 mil euros, que “sempre foi mais difícil  de vender”.

No entanto, nos últimos anos, com o mercado em alta, até para este tipo de casas e apartamentos, especialmente se estiverem bem localizados, têm aparecido compradores.

No topo das preferências estão, naturalmente, os imóveis situados junto ao mar, mas também tem aumentado o número das pessoas que investem em zonas do interior, sendo grande “a procura por casas de aldeia para recuperar”.

De uma forma geral, os profissionais do setor não têm mãos a medir, sobretudo os que desenvolvem a sua atividade “nos concelhos em que a construção tinha parado e agora retomou”. Em cidades como “Portimão, Faro, Loulé e Albufeira, tudo o que é construído é vendido”. Por exemplo, em Loulé, “já estamos a vender apartamentos de prédios que estão em construção e só ficarão concluídos em 2020”.

Rui Oliveira tem a agência de Lagoa da Decisões e Soluções há cerca de 10 anos, a que juntou, mais recentemente, a de Faro. Oriundo do setor bancário, vale-se dessa experiência para fazer o trabalho de casa prévio no sentido de, muito rapidamente, informar os seus clientes se terão condições para conseguir financiamento para adquirirem o imóvel que desejam comprar.

A regra essencial que diz seguir é ser “franco e honesto com quem nos procura, seja na condição de vendedor ou de comprador”. Se verifica que “alguém só tem capacidade de compra de 150 mil euros, não lhe vamos estar a mostrar nem a tentar vender imóveis de 250 mil euros”.

Também não faz questão de ficar com angariações que estejam a preços demasiado elevado, pois já sabe que dificilmente conseguirá vendê-las e, por isso, o respetivo proprietário vai ficar insatisfeito, mesmo que o tenha previamente informado que o valor que pedia era exagerado.

Uma das questões do momento tem a ver com o processo do Brexit, que leva a que diminua o número de britânicos que visita e investe no Algarve.

Contudo, no seu caso, Rui Oliveira não tem razões para se queixar, uma vez que, até agora, “ainda não caiu nenhum processo por causa do Brexit”. Atribui essa circunstância ao facto de em Portugal ser possível “conseguir financiamento com taxas de juro entre 1,25 e 1,9, que os ingleses não conseguem no seu país”.

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