Residentes e turistas podem beber boa parte do vinho algarvio

Sara Silva assumiu, há poucos meses, o cargo de presidente da Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA). Apesar do forte aumento da produção de vinho registado na região, considera que ainda há margem para crescer nos próximos tempos, embora de forma gradual. Quanto a estratégias de comercialização diz que isso depende de cada produtor, mas admite que boa parte do vinho possa ser consumido na região, por residentes e turistas.

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O que é que a levou a candidatar-se ao cargo de presidente da Direção da Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA)?

Fui convidada pela maioria dos produtores que constituem o Conselho Geral, creio que em resultado do trabalho que realizo há cerca de 10 anos na CVA, como responsável da qualidade e técnica de certificação, portanto, pelo meu envolvimento e conhecimento do setor vitivinícola do Algarve.

Que projetos tem para desenvolver ao longo do mandato?

Dois dos focos principais são a verificação do cadastro vitícola, para termos a verdadeira noção de quais são os hectares de vinha, e a revitalização das denominações de origem, que tiveram uma queda abrupta nos últimos 10 anos.

Tem havido um grande crescimento do vinho no Algarve, quer em termos de produção, quer de vendas. Acha que há espaço para muito mais?

Muito mais não diria, porque a nossa área é limitada. Temos muitos pedidos de direitos de plantação que estão a ser analisados e nem todos deverão ser atribuídos. Portanto, o crescimento terá de ser feito gradualmente, até para que a quantidade seja acompanhada da qualidade.

Ao nível da estratégia promocional, há quem defenda que se deve tentar vender os vinhos algarvios fora da região e até no estrangeiro e quem defenda que, tendo em conta a quantidade relativamente baixa, o que se deve fazer é tentar comercializá-lo na região, aos residentes e, sobretudo, aos turistas. Qual é a estratégia que defende?

Cada produtor terá a sua estratégia de marketing. Mas, efetivamente, temos tanto mercado na região, quer de residentes quer de turistas, que é possível escoar uma boa parte da produção internamente, se houver vontade da restauração em aderir aos nossos vinhos. Para exportação já estamos a falar de outro tipo de escala. Só casas com uma escala de produção acima da média é que poderão optar por esse caminho.

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