Boas e más notícias para o turismo algarvio

Há boas e más notícias no setor turístico algarvio. Pela positiva, o destaque vai para o facto do mercado britânico ter voltado a subir depois de dois anos em queda acentuada.

No entanto, diz o presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, dois dos outros mercados externos mais importantes, o alemão e o holandês, registam quebras.

Ainda assim, pelas suas contas, o resultado do primeiro semestre do ano acaba por ser positivo.

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Que balanço faz da primeira metade do ano, no que ao turismo algarvio diz respeito?

Em termos médios, o Algarve registou uma ocupação muito idêntica à do ano passado, até com uma ligeira subida, que não chegou a um por cento.

Há, contudo, algumas particularidades que importa salientar. A primeira é que os mercados alemão e holandês, que são os nossos segundo e terceiros mercados externos mais importantes, apresentam descidas acentuadas. Isso faz com que muitas unidades turísticas de zonas mais expostas a estes mercados (sobretudo, as situadas em Lagos, Sagres, Carvoeiro, Monte Gordo, Vila Real de Sto. António e Castro Marim) registem quebras.

Mas como o maior número de camas turísticas se concentra na zona central do Algarve, que está mais exposta aos mercados britânico, que este ano, apresenta uma subida de quase 4%, e ao nacional, que teve uma subida na ordem dos 6%, os resultados globais acabam por ficar até ligeiramente acima do ano transato.

A que atribui esta inversão de tendência do mercado britânico?

É preciso não esquecer que esta subida dá-se na sequência de descidas muito acentuadas em 2017 e 2018. Ainda falta recuperar muito do que se perdeu no passado recente, mas é uma inversão da tendência de descida que associamos ao facto da libra ter passado a ter um melhor comportamento e por alguns destinos nossos concorrentes, que tinham crescido bastante em anos anteriores, estarem agora a apresentar sinais de descida.

Relativamente à segunda metade do ano, o que é que se pode perspetivar?

As expetativas são para que as taxas de ocupação se situem ao nível do ano passado, em termos médios. Como já referi, as unidades turísticas das zonas mais expostas aos mercados alemão e holandês deverão registar descidas, enquanto que outras que vivem mais de outros mercados terão resultados positivos.

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