CRACEP ganha novo autocarro

A CRACEP – Cooperativa de Reeducação e Apoio à Criança Excepcional de Portimão vive hoje um dia de festa. A instituição recebeu, esta manhã, um novo autocarro, que lhe foi oferecido pela empresa Transol.

A presidente do conselho de Administração, Maria de Lourdes Gouveia, diz que esta era uma das principais necessidades que a instituição tinha.

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Como é que surgiu a possibilidade de conseguirem este novo autocarro?

Soube que a Transol tinha oferecido um autocarro aos Bombeiros de Portimão e pedi ao seu presidente da direção para ver se conseguia também um para nós. Ele falou com os responsáveis da empresa, em especial o dr. Rui Barata, e a partir daí foi tudo muito fácil. Ele foi uma pessoa inexcedível, tal como o comandante dos Bombeiros de Portimão, Richard Marques, e o adjunto Filipe Pinto, que nos ajudaram, inclusivamente, na escolha do autocarro.

Esta era uma grande necessidade que tínhamos, uma vez que o nosso autocarro de 27 lugares já está bastante velho e, inclusivamente, já chovia lá dentro.

Este autocarro vai servir para o transporte regular dos utentes ou, essencialmente, para visitas?

Vai ser usado, essencialmente, nas visitas e deslocações de médio e longo curso. Uma visita, por exemplo, ao  Zoomarine implicava fazer uma série de viagens de ida e volta para conseguirmos transportar todos os miúdos. Neste autocarro vai ser possível transportar todos de uma única vez.

Este problema ficou resolvido. Que outros é agora preciso solucionar?

Temos muitos problemas para resolver. Precisamos de adquirir carrinhas de 9 lugares porque as que temos também já estão muito velhas…

E em termos de instalações?

As nossas instalações estão adequadas às respostas sociais que temos. Mas queremos transformar o centro de reabilitação profissional num novo lar residencial porque a oferta é muito inferior à procura.

De que outras valências dispõem?

Temos o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), onde apoiamos jovens com deficiências graves e profundas, e o Centro de Reabilitação Profissional, onde os utentes fazem cursos de formação e depois tentamos integrá-los no mercado do trabalho.

Essa integração tem sido fácil ou difícil?

Ultimamente, tem sido mais difícil. Quando iniciámos estes cursos, em 1991, éramos das instituições do país que maior índice de integração conseguia. Nesta altura, as próprias escolas fazem formação profissional, o Instituto do Emprego e Formação Profissional também, pelo que a integração dos nossos jovens é mais difícil porque têm as suas limitações… Em estágios ainda tem sido possível colocá-los, o problema é conseguir que fiquem nas empresas depois dessa fase.

Quantos utentes têm, nesta altura?

No Centro de Reabilitação temos cerca de 40 e no CAO 60, dos quais 34 vivem no nosso lar residencial.

 

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