Jamila Madeira: “Assumimos a saúde como primeira prioridade”

Jamila Madeira, que liderou a lista algarvia do PS, mostra-se satisfeita pelos resultados alcançados e aponta como grande prioridade para os próximos anos a melhoria dos serviços públicos de saúde.

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Ficou satisfeita pelos resultados no Algarve da lista do PS, que liderou?

Tivemos o melhor resultado desde 2005, vencemos em todos os concelhos e em 66 das 67 freguesias, o que significa que houve um reconhecimento dos algarvios ao trabalho desenvolvido nos últimos 4 anos e às nossas propostas para o futuro.

Portanto, vivemos este momento com grande satisfação e reconhecimento e, ao mesmo tempo, com um grande sentido de responsabilidade.

A necessidade de resolver muitos dos problemas que afetam a prestação dos serviços de saúde pública foi um dos temas da vossa campanha. Que iniciativas vão levar no Parlamento e ao Governo para que isso aconteça?

Há que continuar o processo desenvolvido nos últimos anos de reconstrução do Serviço Nacional de Saúde na região, que estava completamente no ‘osso’ em 2015. Temos a noção que ainda há muito trabalho a fazer, pelo que assumimos a saúde como primeira prioridade.

Isso passa pelo reequipamento dos três hospitais, com a continuação do reforço de médicos e enfermeiros, numa lógica integrada em que os cuidados de saúde primária são muito importantes.

A este nível, destaco ainda a necessidade de construção do Hospital Central e Universitário do Algarve, que é essencial para salvaguardar e complementar o equilíbrio de todas as outras peças do Serviço Nacional de Saúde existentes na região.

Tem de haver redução nas portagens na Via do Infante

Os algarvios podem esperar nos próximos anos a redução ou eliminação das portagens na Via do Infante?

Na anterior legislatura já foi possível conseguir uma diminuição do valor das portagens, que não foi a desejada, mas a possível. Assumimos que tem de haver uma redução dos encargos associados à circulação na Via do Infante até se obter a sua gratuitidade e continuaremos a bater-nos nesse sentido.

Para além disso há que dar aos algarvios melhores soluções de mobilidade, através de outras verdadeiras opções rodoviárias e por via da eletrificação do caminho de ferro.

António Costa desdobra-se em reuniões com dirigentes dos partidos de esquerda para encontrar uma fórmula governativa para os próximos anos. Acha que deve insistir num acordo global com um ou vários partidos para toda a legislatura ou que é melhor optar por ir negociando medidas e orçamentos, caso a caso, com quem as quiser aprovar?

O que posso dizer sobre isso é o que o nosso secretário-geral disse na noite eleitoral. Quem propalou que uma maioria absoluta do PS não era necessária para garantir a estabilidade e a sustentabilidade do próximo governo, deve agora demonstrar isso e dar os sinais que se impõem. Vamos ver como estas conversações decorrerão.

 

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