Vai ser assim o futuro museu de Lagoa

O presidente da Câmara de Lagoa, Luís Encarnação, revela o que, no essencial, será o espaço museológico que vai nascer no antigo edifício dos Paços do Concelho.

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Há vários anos que se fala no projeto de musealização do edifício dos antigos Paços do Concelho. É este ano que o processo vai ficar concluído?

Queremos acreditar que sim. Estamos a cumprir o que estava definido: a apresentação do projeto museológico ser feita em janeiro de 2020, por ocasião das comemorações dos 247 anos de criação do concelho, o que aconteceu, e a sua inauguração em janeiro de 2021. É com esse calendário que estamos a trabalhar.

Até agora, sempre que se falava nesse projeto, falava-se em museu, agora é apresentado como Casa da Cidadania. Porquê esta mudança?

A diferença é apenas uma questão de denominação. No princípio, a questão essencial era saber se iríamos fazer mais do mesmo, algo parecido com muito do que existe em diversos pontos do país e do Algarve ou se iríamos trazer para Lagoa algo diferenciador, algo inovador. Fomos pelo segundo caminho.

O que apresentámos hoje é o resultado das muitas reflexões que fomos fazendo e das ideias que fomos colocando em cima da mesa.

Vamos ali ter algo que tenha presente aquilo que é a identidade de Lagoa, aquilo que os lagoenses que vieram antes de nós, com as suas decisões políticas, com os seus atos de gestão, com os seus princípios e valores contribuíram para fazer de Lagoa aquilo que é hoje.

Inicialmente surgiu a denominação MuCid – Museu da Cidadania e dos Movimentos Sociais. Ao longo da evolução do projeto achámos que era importante devolver aos antigos Paços do Concelho o salão nobre da Câmara e da Assembleia e por essa via entendemos que passávamos a ter ali aquilo que verdadeiramente o espaço era, uma Casa da Cidadania, o que justificou a mudança de denominação.

Quando o edifício abrir as suas portas, o que vai encontrar quem lá se deslocar?

Vai encontrar um espaço com várias valências. Vai ter a referência de figuras grandes que Lagoa teve ao longo dos tempos, como João Bentes Castel Branco, o homem que foi um visionário e ajudou a criar a Lagoa que hoje temos, o Remexido, o general Rocha Vieira e outras figuras que entendemos, cada uma à sua maneira, cada uma no seu tempo, ajudaram a criar a identidade de Lagoa.

Mas vai ter também um espaço preparado para acolher outro tipo de eventos, para além das sessões da Câmara e da Assembleia Municipal e um espaço museológico digital que revele muitas outras histórias.

Mas queremos que não seja apenas um espaço que conte o que se passou, mas que leve, também, os visitantes àquilo que Lagoa é hoje, um espaço cosmopolita, que gosta de receber, que procura ser um concelho ativo, saudável, inteligente e sustentável e que tem um olhar para o mundo, uma vez que é eminentemente turístico e recebe muitos milhares de pessoas de muitas nacionalidades, credos e culturas.

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