Câmara de Vila do Bispo contra instalação de aquacultura

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A Câmara de Vila do Bispo opõe-se à instalação de uma aquacultura de mexilhão de 282 hectares, numa zona situada entre a Ponta do Barranco e a Praia da Salema.

A decisão foi tomada na reunião do seu executivo que decorreu esta terça-feira.

Em comunicado, a autarquia refere que uma das razões principais para esta tomada de posição prende-se com a convicção de que a instalação desta exploração iria “prejudicar, ou até mesmo eliminar, artes ancestrais como pesca à linha, cerco, alcatruzes, armadilhas de gaiola, redes de amalhar e tresmalho”.

Por outro lado, trata-se de “uma atividade poluidora, como se verifica nas várias campanhas de limpeza das praias e do mar, a cargo de voluntários, onde se recolhe enormes quantidades de lixo desta atividade (aquicultura)”.

A Câmara lembra que a atividade piscatória do concelho de Vila do Bispo, nomeadamente das localidades de Sagres, Salema e Burgau, é o sustento de dezenas de famílias, podendo esta medida “prejudicar, diretamente, cerca de 250 famílias”.

No documento, também se pode ler que “avançar, indiscriminadamente, com culturas em águas marinhas, num Parque Natural, levar-nos-á a um crime ambiental marinho, comparável, a nível terrestre, com a ocupação de estufas no perímetro de rega do Mira”.

Para além da Câmara de Vila do Bispo, também se opõem à instalação desta aquacultura a Junta de Freguesia de Budens, a Associação de Armadores de Pesca de Sagres, a Associação de Pesca Artesanal do Barlavento Algarvio, a Organização de Produtores da Pesca do Cerco – Barlapescas e a Associação de Marisqueiros de Vila do Bispo e Costa Vicentina.

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