“Em pleno verão, isto mais parece o mês de janeiro”

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Há mais de três décadas que Marcolino Palma é testemunha privilegiada da evolução de Alvor.

Foi em 1986 que resolveu ficar a explorar uma pastelaria existente numa das principais ruas da vila, a que deu o nome de Perini. Na altura, lembra, “estava de férias, passei por aqui, vi que o estabelecimento estava para trespasse e decidi investir nele”.

Ao longo destas décadas, passou por muitos altos e baixos mas confessa nunca ter apanhado um período tão mau como o que hoje se vive. Olha com desalento para a falta de movimento na rua e desabafa que “em pleno verão, isto mais parece o mês de janeiro”.

O conhecido pasteleiro e comerciante lamenta que tenha havido “falta de planeamento em Alvor por parte do poder local”. A vila foi crescendo, os prédios multiplicaram-se, mas nem sempre se acautelou o seu desenvolvimento equilibrado, nem se criaram algumas infraestruturas importantes.

Falta de estacionamento é um dos principais problemas

Um dos principais défices com que a zona central se debate é “a falta de estacionamento” que leva a que, sobretudo na época alta turística, muitos milhares de pessoas que a poderiam visitar e deixar dinheiro nos estabelecimentos locais acabem por não o fazer.

Marcolino Palma defende que deviam ter sido criados parques de estacionamento subterrâneos para resolver o problema, por exemplo, “por baixo do mercado e do jardim D. João II ou um parque à superfície, à entrada da vila”.

Outro dos principais problemas que deteta atualmente é a inexistência de um espaço amplo onde possam ser feitos eventos que atraiam um grande número de pessoas, de forma a dinamizar a zona. Antigamente havia festas e espectáculos no jardim D. João II, mas, entretanto, aí foi construída a extensão de Saúde e um estabelecimento de restauração.

Devido à falta desse tipo de espaço, o que acontece é que “todos os grandes eventos acabam por ser feitos lá em baixo, na zona ribeirinha, o que prejudica quem tem negócios aqui no centro da vila”.

“Era preciso que a malta daqui se unisse”

Mas a culpa desta e de outras situações “não é só dos políticos, é também dos empresários de Alvor que não têm sabido unir-se”.

Da sua parte diz que tem feito o possível, é raro algum autarca entrar na sua pastelaria sem que ouça ‘o Palma’, com a veemência que lhe é característica, fazer as suas reivindicações. Para além disso, mostra as várias cartas que, ao longo dos anos, tem enviado à Junta e à Câmara, com propostas e queixas.

Mas, para que a situação desse uma volta, entende que “era preciso que a malta daqui se unisse e formasse uma associação que defendesse, única e exclusivamente, os interesses de Alvor”.

Pode ler esta reportagem na íntegra na edição nº 3 do Portimão Jornal, em formato de papel em versão digital, aqui.

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