Telhado da Igreja Matriz de Alvor vai ser arranjado

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(Reportagem originalmente publicada no Portimão Jornal, que pode ler nas versões em papel ou online, aqui)

A Igreja Matriz de Alvor deverá ser alvo de uma intervenção. O objetivo, diz o padre Miguel Ângelo Pereira, é “resolver um problema de infiltração da água da chuva, que está detetado já há alguns anos”. Para que isso seja possível “vai ser necessário substituir uma parte do telhado”.

Ainda não há data concreta para o arranque das obras, embora “tenham sido feitas algumas pequenas prospeções para se tentar perceber em que estado as coisas estão”. Tendo em conta a natureza do problema, o padre diz esperar que “os trabalhos se realizem antes do Inverno”.

O responsável máximo pela Paróquia lembra que este é um templo de finais do século XV, pelo que “é natural que, com frequência, tenha que se proceder a alguns pequenos melhoramentos e trabalhos de conservação, sendo, atualmente, este o mais importante e urgente”.

Para além do telhado, pelo facto de ter havido infiltrações naquela parte da igreja, admite que também uma das paredes possa ter que ser alvo de obras, devido aos danos que possa ter sofrido, mas “só quando se mexer no telhado é que vai ser possível verificar isso”.A sua Paróquia, para além da igreja de Alvor, é responsável por outras, como a da Penina e a da Pedra Mourinha. A da Penina foi, há relativamente pouco tempo, intervencionada, pois “cedeu uma parte do salão, que teve de ser arranjado”, diz o pároco.

No que diz respeito à da Pedra Mourinha, “ainda não foi oficialmente inaugurada, mas, por força das necessidades, tivemos de começar a celebrar missa na sua parte superior, que nos permite ter 200 lugares sentados, pois é um templo largo, espaçoso e bastante arejado”.

Marcas psicológicas

A vida religiosa na Paróquia tem sido bastante afetada pela pandemia da Covid-19. Como é normal, nesta fase, o número de lugares que podem ser ocupados aquando da celebração das missas é bastante inferior ao que era habitual e os fiéis têm de usar máscara e proceder à higienização das mãos.

O padre diz que “tudo isto nos afetou grandemente, ao nível das celebrações, da nossa atividade noutras vertentes, do envolvimento físico das pessoas e até numa perspetiva económica”. No seu caso pessoal, no decorrer das celebrações religiosas, “estou habituado a sorrir, a abraçar as pessoas e a cumprimentá-las, o que, nesta altura, não tem sido possível, e olhar para uma comunidade que está quase confinada, numa cadeirinha e com máscara, custa um pouco, é complicado”.T

udo isso “marca-nos psicologicamente, mas neste momento tem que ser assim e vamos continuar nesse registo, porque o que importa são as pessoas. Muitas delas são de avançada idade, de risco mais elevado, e naturalmente que não queremos que lhes aconteça nada, a sua saúde é a nossa principal prioridade”.

Para, de alguma forma, suprir as limitações decorrentes da pandemia, algumas missas têm vindo a ser transmitidas em direto, através da internet, podendo ser seguidas no site da Paróquia e na sua página de Facebook.

Catequese merece especial preparação

Apesar de os tempos ainda serem incertos, a Paróquia tem vindo, de forma paulatina e gradual, a retomar as suas atividades habituais, um processo que vai ter continuidade nos próximos meses.

Uma delas é a catequese, que deverá recomeçar em outubro e que, “como envolve crianças, exigirá alguns cuidados adicionais, pelo que estamos a preparar-nos para todas as eventualidades”. O pároco diz que “haverá um plano A, que é começar dentro daquilo que é a ‘normalidade’ possível atual, cumprindo as regras que foram definidas pela Direção-Geral da Saúde, mas teremos também um plano B, para colocar em prática, caso se verifique uma agudização da situação pandémica”.

Este retomar das iniciativas tem que ser feito “como se costuma dizer, com um pé atrás, porque não sabemos como é que as coisas vão evoluir. Aliás, nos últimos tempos, temos vindo a assistir a um aumento do número de casos, pelo que é preciso continuar a não facilitar”, diz Miguel Ângelo Pereira.

(Reportagem originalmente publicada no Portimão Jornal, que pode ler nas versões em papel ou online, aqui)

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