“Desta vez é para ganhar”

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João Vasconcelos candidata-se mais uma vez a presidente da Câmara de Portimão pelo Bloco de Esquerda e garante que “desta vez é para ganhar”.

Isso mesmo foi assumido na intervenção proferida ontem, domingo, na sessão de apresentação da candidatura autárquica bloquista.

Na base do seu otimismo parece estar o que considera ser a má gestão socialista, que procurou fazer em seis meses o que não fez em quatro anos. O objetivo da equipa liderada por Isilda Gomes era que “muitas empreitadas estivessem a terminar nesta altura, ficando tudo ‘bonito’ durante a campanha eleitoral”.

Só que “a pandemia trocou as voltas à presidente da Câmara e, como houve vários atrasos nas adjudicações, foi obrigada a cancelar o início das obras para não coincidirem com as eleições, o que podia ter custos eleitorais”, denunciou João Vasconcelos.

Por outro lado, a restante oposição também não é, na sua opinião, a solução de que o concelho precisa. Isto porque PSD e CDS ”têm sido domesticados ao longo dos tempos e até se têm tornado parceiros dóceis perante as maiorias absolutas do PS ou dando-lhes mesmo essas maiorias quando fazem falta”.

“A indecência tem os seus limites”

O vereador e deputado bloquista lançou fortes críticas ao processo de escolha de candidatos que aqueles partidos protagonizaram. Recorde-se que o CDS apoia Luís Carito que João Vasconcelos diz ter sido quem “quase colocou Portimão na bancarrota”, com todas as consequências negativas que se conhecem para o concelho e o bolso dos portimonenses.

O PSD local só não acompanhou o CDS nesse apoio porque “foi desautorizado a nível nacional, tal a vergonha que representava a sua escolha”. E, então, acabou por ter de “ir buscar um candidato de 2ª ou 3ª escolha, que está impedido de se recandidatar num concelho aqui vizinho”.

João Vasconcelos concluiu este capítulo dizendo que “a indecência tem os seus limites e cá estaremos para a denunciar e combater”.

O Bloco vai ter como uma das suas bandeiras eleitorais principais o aumento do apoio social à população que dele mais precisa. Na sua opinião, a Câmara tem de abrir os cordões à bolsa para disponibilizar mais apoio, sobretudo ao nível da alimentação, da compra de medicamentos e para pagamento da renda das casas.

O alargamento do número de beneficiários da Tarifa Social da água, o aumento das bolsas de estudo e o acesso a todas as famílias à rede municipal gratuita de infantários, creches, jardins-de-infância e ATL’s são outras das suas propostas.

A construção de fogos para habitação social é, também, uma das maiores prioridades do Bloco. Isto porque “há dezenas de anos que a Câmara não constrói um único fogo para fazer face às muitas carências existentes”.

O combate as projetos imobiliários megalómanos, que colocam em causa a sustentabilidade ambiental, e a tomada de medidas no sentido da diversificação económica do concelho, para que não viva apenas do turismo, o que o deixa “muito mais permeável a crises cada vez mais intensas e com as consequências sociais que conhecemos” são outras das propostas que destacou.

Transmissão das sessões pela internet

A seu lado, como candidato à presidência da Assembleia Municipal, vai voltar a ter Pedro Mota, que defendeu a necessidade de maior ligação entre aquele órgão e os cidadãos. Uma das decisões que entende ser necessário tomar para que isso aconteça é “a transmissão pela internet das sessões da Assembleia Municipal”.

Na sua intervenção também apresentou, entre outras, ideias como a implementação do orçamento participativo, através do qual os portimonenses podem propor que a Câmara realize obras concretas.

Para apoiar os bloquistas locais deslocou-se a Portimão o líder parlamentar daquele partido, Pedro Pedro Filipe Soares. Para além de elogiar a intervenção política dos eleitos do seu partido no concelho, que “dou como exemplo sempre que se fala em poder local”, dedicou parte substancial do seu discurso a criticar as ligações do setor privado e público, que têm resultado em sucessivos escândalos financeiros.

Em face do que tem acontecido nos últimos tempos, o dirigente bloquista mostrou-se indignado pelo facto do Governo ter escolhido Vítor Fernandes para dirigir o Banco de Fomento – organismo que vai ser responsável pela gestão de boa parte dos fundos comunitários.

Isto porque, lembrou, se trata de alguém que tem um “currículo que mais parece cadastro”, por ter estado nas administrações da Caixa Geral de Depósitos, BCP e Novo Banco quando foram concedidos muitos dos “empréstimos ruinosos” que hoje estão em investigação ou julgamento.

Por isso é que considera que é muito importante o reforço do seu partido a todos os níveis e também no autárquico, pois “se não for o Bloco de Esquerda, este país fica entregue à bicharada”.

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