Cultura

Na estrada com os Xutos & Pontapés

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(2ª parte de uma reportagem com Rolando Rebelo, que também pode ler na edição em papel do Portimão Jornal ou online, aqui. Pode também ler a 1ª parte aqui)

Rolando Rebelo andou na estrada com Tim, Zé Pedro e companhia, ‘chateou’ uma centena dos maiores fotógrafos do mundo para lhe cederem material à borla e esteve no Rock in Rio à conversa com Keith Richards e Ron Wood.

A sua aventura no mundo do Rock & Roll começou em 2009, quando resolveu escrever um livro sobre a mítica banda Rolling Stones. Na altura, um dos muitos músicos portugueses com que falou foi Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, com quem se encontrou em Lisboa.

A conversa, que “era para durar aí uns 30 minutos, estendeu-se por 4 horas, ele deu-me muita força, criou-se ali uma grande amizade, acabámos por ir a concertos juntos e também me convidou para o seu casamento”.

Em determinada altura “veio com a ideia de ser eu a fazer o livro oficial comemorativo dos 35 anos dos Xutos”. Como na banda as coisas funcionam de forma democrática, a proposta foi levada a votação interna, todos concordaram e Rolando Rebelo avançou para nova aventura.

Uma das consequências dessa decisão foi “passar a integrar a comitiva dos Xutos & Pontapés, durante algum tempo”. Viajava e falava com eles, ia aos concertos, via o ambiente e “tirava muitas fotografias, hoje devo ter aí umas 10 mil em arquivo”.

Na altura em que estava a elaborar o livro dos Stones, tinha tentado obter a participação do antigo presidente Bill Clinton. Não conseguiu, mas com os Xutos insistiu na mesma fórmula, em termos domésticos, e convidou o ex-presidente Jorge Sampaio.

Desta vez teve um sucesso maior do que ambicionava, pois “não só escreveu o prefácio como foi o orador principal do lançamento do livro, que decorreu em Lisboa”.

Da relação que manteve como os Xutos & Pontapés ficou uma admiração ainda maior do que a que já tinha pelos seus elementos.

Desde logo, pelo Zé Pedro que, “ainda em vida, tive oportunidade de dizer que foi das melhores pessoas que conheci, nunca o vi armar-se em vedeta e ajudava toda a gente”.

Em relação aos outros, “o Cabeleira é, também, uma jóia de pessoa, para além de ser um dos melhores guitarristas do mundo; o Gui, com quem ainda falo com alguma regularidade, é dos gajos mais ‘loucos’ que já conheci; o Kalú é uma força da natureza, é muito emocional e o Tim é o mais reservado, embora, tal como todos os outros, tenha a sua dose de loucura, no bom sentido, claro”.

Um dia destes, Rolando Rebelo tenciona voltar à escrita, mas agora à ficção, que lhe permite dar largas à imaginação.

O que, para já, deverá ficar de lado é a sua paixão pelo cinema que, em tempos, fez com que fosse um dos fundadores do cineclube Contramaré e a entrar como ator em várias curtas-metragens, em que “o realizador fazia sempre questão de matar os meus personagens”.

Leia também a 1ª parte da reportagem, O Portimonense que sabe tudo sobre os Xutos e os Rolling Stones, aqui.

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