Lagos quer que Governo que tome medidas para atrair médicos para o Algarve

A Câmara Municipal de Lagos aprovou, na última reunião do seu executivo, uma tomada de posição a propósito dos recentes e frequentes encerramentos das urgências de Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia na região. 

Na moção, que mereceu aprovação unânime do órgão executivo, é exigido “ao Governo que tome as medidas urgentes e necessárias para garantir a atração e fixação de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, investindo nas suas carreiras, condições de trabalho, remunerações e combatendo a fuga dos profissionais para o privado”. 

O município considera não ser aceitável a solução, apresentada pelo Ministério da Saúde, de concentração destas respostas, seja no Hospital de Portimão ou de Faro, dada a distância entre as duas cidades, assim como os quilómetros que separam destes hospitais os municípios de Aljezur (que dista 110 km de Faro) e Vila Real de Santo António (que fica a 115 km de Portimão). 

Para os autarcas lacobrigenses importa tranquilizar os pais e as crianças algarvias “de que, em qualquer eventualidade, as portas da urgência pediátrica e da ginecologia e obstetrícia não se encontram encerradas – seja no Hospital de Portimão, seja no Hospital de Faro – nem a saúde ou a vida das mulheres e das crianças seja colocada em causa”. 

O executivo lembra, ainda, que “a falta de profissionais de saúde em todo o Algarve – desde os cuidados de saúde primários, passando pelos hospitais, até aos cuidados continuados – é uma realidade que, pese embora as muitas promessas, não tem tido resposta. E se não fosse a entrega e a dedicação dos profissionais de saúde, como se viu durante o combate à pandemia, a situação poderia ainda ser pior.” 

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