LazerVídeos

Um rei português tentou salvar-se nestas águas (com VÍDEO)

Partilhe a notícia
pub
pub
pub
pub

Assista ao vídeo aqui

Estas são umas águas famosas desde o tempo dos romanos. Por alguns são até consideradas milagrosas devido às suas propriedades medicinais.

Consta que são adequadas ao tratamento de diversas maleitas, aos níveis respiratório e digestivo, entre outros.

Por isso mesmo, estas águas foram o derradeiro recurso de um rei português para tentar enganar a morte. Mas já lá vamos a essa história.

Para já, convém situar este pequeno pedaço de paraíso. Fica localizado sensivelmente a meio caminho entre Monchique e Portimão.

Estamos, claro, a falar das Caldas de Monchique.

A densa vegetação, o curso desta saudável água da montanha e as estruturas montadas para quem queira fazer um piquenique são os seus principais fatores de atração.

E, nos dias de hoje, há quem continue a manter a antiga tradição de ali se deslocar para encher garrafões do precioso líquido para ir gastando ao longo do mês.

Os mais religiosos também têm à disposição uma capela, que foi construída no já distante ano de 1940 e que é dedicada a Santa Teresa.

O ponto central das Caldas de Monchique é composto por uma praça decorada por árvores de alto porte e cercada por vários estabelecimentos.

A partir daí pode fazer-se o percurso mais conhecido e popular, seguindo o rasto da água, fazendo uma pausa junto a uma zona de mesas de pedra e, de seguida, explorando a enorme quantidade e variedade de árvores, flores e arbustos que ali existem. Se procurar bem é até possível que encontre medronheiros e medronhos, dos quais como se sabe é feita a bebida alcoólica mais famosa de Monchique.

Do lado de baixo da praça central situam-se a fábrica de recolha e embalamento da famosa água de Monchique e a estância termal das Caldas.

Assista ao vídeo aqui

Foi nas propriedades curativas destas águas que o rei D. João II, no longínquo ano de 1495, fez a sua última aposta para tentar sobreviver aos graves problemas de saúde que o afligiam.

Nos primeiros dias, a decisão parecia ter sido acertada, com o rei a sentir-se melhor e mais animado. Mas acabou por piorar, vindo a falecer em Alvor, em 25 de outubro de 1495.

Não são totalmente conhecidas as razões da sua morte. Os historiadores suspeitam que sofresse de uma doença renal crónica, mas também há os que defendem que terá sido envenenado, eventualmente pela própria rainha.

Livres de suspeitas estão naturalmente as Caldas de Monchique, cujas águas, apesar deste episódio triste, continuaram a ser consideradas milagrosas e a atrair muitos milhares de pessoas.

Assista ao vídeo aqui:

Assista aqui a todos os nossos vídeos

(Visited 578 times, 1 visits today)

EVENTOS NO ALGARVE