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Processo avança: reforço do abastecimento ao Algarve com água do Guadiana

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O projeto de reforço do abastecimento ao Algarve através da captação de água no rio Guadiana entrou esta sexta-feira, dia 15 de março, em fase de Avaliação de Impacte Ambiental. O processo está em consulta pública até 29 de abril, por parte da Agência Portuguesa do Ambiente.

Está em causa “a construção de uma captação de água superficial na zona estuarina do rio Guadiana, na proximidade da povoação de Mesquita, a montante do Pomarão”, segundo consta dos documentos consultados pelo Algarve Marafado.

Assim, a partir dessa captação existirá “uma conduta adutora até à albufeira de Odeleite, onde a água captada será restituída”. Os traçados da conduta,  com cerca de 37 a 41 quilómetros de extensão, “apresentam três alternativas (a primeira com duas variantes), que percorrem os concelhos de Mértola (freguesia de Espírito Santo), Alcoutim (União das Freguesias de Alcoutim e Pereiro) e Castro Marim (freguesia de Odeleite)”.

No resumo não técnico do projeto é referido que “os consumos globais anuais atualmente autorizados, dependentes de Odeleite-Beliche, correspondem a cerca de 75hm3, dos quais 45hm3 são para abastecimento urbano”. Ora. a captação de água a partir do Guadiana “virá reforçar a resiliência e criar uma redundância neste sistema de abastecimento prevendo-se, de acordo com o estudo hidrológico efetuado, que a contribuição do Pomarão seja em média de cerca de 16 hm3 (podendo atingir 21 hm3 nas condições hidrológicas atuais”.

Está previsto que a captação do Pomarão venha a bombear água “apenas sete meses por ano, entre outubro e abril”, parando, assim, nos meses mais secos, bem como quando “o empreendimento de Odeleite Beliche estiver cheio”.

É deixado o alerta de que, caso esta obra não avance, deverá “verificar-se o agravamento da situação atual de exploração do Sistema Odeleite Beliche, agravando os efeitos da seca na região do Algarve, com previsão de impactos muito significativos na economia, no bem-estar das populações e no aumento da pressão sobre as massas de água”.

Os autores do projeto garantem que “os principais impactes negativos potenciais do projeto são minimizáveis a pouco significativos”, se forem aplicadas as medidas previstas no Estudo de Impacte Ambiental”.

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