Cultura

Livro sobre o Convento de S. Francisco apresentado em Portimão

Partilhe a notícia
pub
pub
pub
pub

A Igreja do Colégio de Portimão foi palco, este sábado, dia 20 de abril, da apresentação do livro “Convento de Nossa Senhora da Esperança de Portimão”, popularmente conhecido como o Convento de S. Francisco.

Trata-se de uma obra de 290 páginas, da autoria de Miguel Côrte-Real, Rita Ceríaco Pereira e Nuno Campos Inácio, que faz o historial daquele monumento, hoje ao abandono e em elevado grau de degradação, desde que o terreno foi entregue por Simão Correia a frades franciscanos, no longínquo ano de 1530, até aos nossos dias.

Na apresentação, um dos autores e também sócio da Arandis, Nuno Campos Inácio, revelou que na origem do livro esteve a tese de doutoramento de Rita Ceríaco Pereira sobre o Convento, que foi premiada. Mais tarde “telefonou-me a dizer que gostava de a publicar”, mas que seria necessário acrescentar mais elementos ao seu trabalho.

Foi assim dado o pontapé de saída, que contaria também com uma aquisição de peso, o medievalista Miguel Côrte Real, que ficou com a tarefa de fazer a biografia de Simão Correia, o homem que, através da sua doação, permitiu a construção do Convento e que era uma figura sobre a qual bem pouco se conhecia.

A cargo de Nuno Campos Inácio ficou a apresentação de uma série de documentos inéditos sobre o Convento e, em especial, sobre a comunidade de frades que o habitaram e construíram.

Presente na cerimónia esteve também o padre Mário Sousa, que elogiou a iniciativa, pois “num tempo em que parece que a Europa se vai esquecendo das suas raízes, é muito importante lembrar aquilo que nos constituiu como povo, que nos forjou na nossa essência e que dá consistência ao nosso ser”.

Antes da apresentação, e perante uma igreja cheia, atuou o Grupo Coral Adágio.

Uma proposta para o Convento

Para além de fazer uma ‘viagem’ pela história do monumento, no capítulo do livro escrito por Rita Ceríaco Pereira, é deixada uma proposta para o seu futuro, após ser alvo de uma muito necessária ação de recuperação e reabilitação.

A autora defende que o piso superior seja convertido num espaço de produção artística e desenvolvimento de trabalhos criativos e que a parte inferior do imóvel funcione como uma galeria onde sejam expostos ao público esses trabalhos.

Na sua opinião, o monumento apresenta condições para integrar também integrar no seu interior um auditório que acolha espetáculos, uma cafetaria e várias oficinas.

O exterior teria, igualmente, de ser alvo de uma intervenção e um dos elementos principais seria um miradouro com vista privilegiada sobre o rio e a cidade.

Convento ao abandono

Este Convento resistiu a vários séculos, a um incêndio e dois sismos, mas a realidade atual é que corre o sério risco de não sobreviver à incúria e abandono a que tem sido sujeito.

A presidente da Câmara, Isilda Gomes, também presente na apresentação, garantiu ter desenvolvido várias iniciativas para inverter essa dolorosa realidade.

Mas, tendo em conta que se trata de um Imóvel de Interesse Público, a autarca referiu que “o Município, por si só, não pode tomar nenhuma decisão”, cabendo ao Governo tomar a eventual opção de o expropriar.

A autarca diz ter reunido com os proprietários, que “foram muito simpáticos e garantiram-me que iam vender o Convento porque não tinham condições para o reabilitar”. Mais tarde, soube que houve negociações com empresários da cidade, que acabaram por não chegar a bom porto, aparentemente por falta de acordo entre os muitos elementos da família dona do imóvel.

Em face disso, refere ter falado com a então ministra da Cultura, no sentido de se avançar, então, com a expropriação do Convento, comprometendo-se a autarquia a a assumir os correspondentes encargos financeiros, uma vez que a governante logo lhe disse que não tinha verba disponível para o efeito.

Infelizmente, também esta iniciativa não deu frutos, o que leva Isilda Gomes a “lamentar muito que o Ministério da Cultura de um Governo do meu partido não tenha dado os passos suficientes para resolver este problema”.

O livro custa 30 euros e está à venda no site da Arandis Editora, aqui.

LEIA TAMBÉM:

Esta é a joia da costa de Portimão (com VÍDEO)

……………….
VÍDEO EM DESTAQUE

Esta é a joia da costa de Portimão

Assista aqui a todos os nossos vídeos

(Visited 164 times, 1 visits today)
pub
pub
ViladoBispo_Banner_Fev
pub

EVENTOS NO ALGARVE