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Portimão: falha de motor obriga a aterragem forçada. Eis o que revela a investigação

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Uma aeronave sofreu uma falha de motor à descolagem e teve de fazer uma aterragem forçada no Aeródromo de Portimão. Apesar da gravidade do incidente, os dois pilotos escaparam apenas com arranhões. O resultado da investigação aponta para “deficientes práticas de manutenção”.

O caso aconteceu dia 29 de setembro de 2025. Segundo o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), que divulgou recentemente o relatório da investigação, a aeronave Piper Saratoga II terá acelerado normalmente e descolado, mas, a cerca de 50 pés, o motor perdeu potência por completo.

A situação obrigou o piloto a “aterrar em frente com um ligeiro desvio à direita por forma a aproveitar maior extensão de terreno livre de obstáculos e evitar uma vala de canal aquífero localizada ao longo do perímetro da pista”.

A aterragem forçada “foi realizada com o trem de aterragem estendido, flaps 25º, tendo a aeronave sido imobilizada em cerca de 40 metros”.

De acordo com o relatório, os ocupantes “saíram da aeronave pelos próprios meios apenas com alguns arranhões superficiais, dispensando serviços médicos”. A aeronave, no entanto, “sofreu danos significativos na estrutura primária, com o trem principal decepado, trem de nariz partido e deformações nos flaps”.

A investigação aponta como causa para a falha do motor à descolagem “uma obstrução súbita do sistema de admissão de ar provocada pelo colapso da conduta de admissão”.

Segundo o GPIAAF, para o colapso contribuiu “a remoção da estrutura metálica do mesmo, alterando as características de projeto do componente para suportar as pressões negativas (sucção) presentes no sistema de admissão do motor”.

O relatório refere que não foi possível determinar o momento em que “o componente foi alterado e reinstalado não cumprindo com as instruções de manutenção”, mas frisa que “a decisão de remoção do arame de aço, a execução e respetivo processo de certificação dos trabalhos na aeronave, revela-se como uma violação grosseira das práticas de manutenção e consideradas pela indústria como de execução negligente pelos envolvidos”.

O relatório pode ser consultado aqui.

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