Histórias ‘secretas’ de Lagos: o Mercado de Escravos que nunca o foi
No passado dia 27 de março, o auditório da Câmara de Lagos recebeu uma palestra sobre a história e a cultura daquele concelho.
A ‘viagem’ de pouco mais de duas horas foi conduzida pelo historiador Artur de Jesus.
A par de muitos factos, histórias e episódios sobejamente conhecidas, referiu outros que são pouco conhecidos ou até mesmo desconhecidos de quem visita Lagos ou até de muitos lacobrigenses.
Um deles tem a ver com o edifício a que foi dado o nome do Mercado de Escravos, ponto incontornável de qualquer visita à cidade.
Mas, o problema é que, garantiu Artur de Jesus, “ele nunca foi mercado de escravos nenhum”.
O imóvel era a Casa da Guarda Militar de 1691. É isso que indica a inscrição da pedra de armas, de fundação do edifício.
Também se sabe que “a alfândega da cidade funcionou no primeiro andar, a partir do século XVIII até ao século XX”.
Tratava-se, portanto, de um edifício militar e, “no século XX, o exército quis demoli-lo” e terá sido alguém da alfândega que “decide, então, ir criar essa história do mercado dos escravos. É assim que ela aparece”.
É certo que, como todos sabemos, houve escravatura e comércio humano, mas os dados históricos conhecidos , garante Artur de Jesus, indicam que o edifício em causa não teve a função pela qual ficou tristemente famoso.
A seguir em Histórias ‘Secretas’ de Lagos: A cidade que resistiu a um temível corsário
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