Educação

Anunciada greve de vários dias nas escolas de Portimão. Câmara apela ao diálogo

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O Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (STOP) lançou pré-avisos de greves nos estabelecimentos públicos do concelho de Portimão.

Em comunicado, este sindicato informa que as paralisações são uma forma de contestação pela “não resolução da falta de assistentes operacionais (AO) nas cantinas e nas escolas de Portimão, bem como das obras de requalificação e manutenção das mesmas”.

As greves vão decorrer entre os dias 4 e 8 de maio, “com foco nos assistentes operacionais das cantinas e refeitórios e, caso não haja soluções concretas apresentadas entidades competentes, de forma generalizada para todos os AO e demais profissionais de educação a partir de dia 11 de maio”.

Câmara diz que vai colocar mais pessoal nas escolas

Em resposta, a Câmara de Portimão veio, também através de comunicado, “manifestar a sua preocupação com as paralisações anunciadas, tendo em conta o impacto que estas poderão ter no funcionamento das escolas, nos alunos e nas suas famílias”.

A autarquia diz reconhecer “a existência de desafios nas escolas, em particular ao nível dos assistentes operacionais” e que tem vindo a “acompanhar esta realidade em articulação com os agrupamentos escolares”.

Nesse sentido, “reuniu recentemente com as direções dos agrupamentos de escolas do concelho, não tendo sido identificadas situações que coloquem em causa o funcionamento das cantinas e/ou a segurança dos alunos”, lê-se no comunicado.

Autarquia propõe reunião com sindicato

Também informa ter contactado os representantes sindicais, “propondo a realização de reunião em momento prévio às paralisações anunciadas, tendo indicado várias datas concretas para o efeito, com o objetivo de prestar esclarecimentos e contribuir para a resolução das questões identificadas, encontrando-se, até ao momento, a aguardar resposta à proposta apresentada”.

Conforme tinha anunciado recentemente, aquela autarquia lembra que se encontram em fase de implementação “medidas que permitirão o reforço das equipas escolares com mais de 50 assistentes operacionais, incluindo mais de 40 até ao próximo mês de junho, bem como o reforço adicional na área da cozinha”.

Em face de tudo isso, apela ao diálogo, o qual “deve ocorrer em tempo útil, permitindo evitar perturbações à comunidade educativa”.

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