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Lixo: políticos de Loulé unem-se para exigir o fim do aterro sanitário no concelho

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A Assembleia Municipal de Loulé aprovou, por unanimidade, uma moção através da qual exige o fim do aterro sanitário no concelho.

Apresentado pela bancada do PS, na sessão de ontem, dia 22 de junho, o documento refere que o que “começou por ser uma infraestrutura planeada, com preços e limites claros, passou a ser um calvário e uma preocupação constante para as populações locais, que esgotaram a sua capacidade de tolerar o cheiro nauseabundo, o o crescente tráfego de camiões e a ameaça constante sobre os recursos hídricos, a flora e a fauna do interior”.

Mais à frente, recorda-se que o projeto inicial do Aterro Sanitário do Sotavento “sempre apontou a célula D como ponto final de exploração daquela área. Essa célula representava a nossa linha vermelha e o limite do sacrifício aceitável”.

Contudo, “na última audição audição nesta assembleia, o senhor presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinario, escusou-se a garantir que não haverá novos licenciamentos para além da célula D”.

Mais preocupante do que isso, é o facto de, na perspetiva dos deputados, ter ficado “claro que a CCDR não tem qualquer estudo ou plano para mudar este aterro para fora do concelho ou qualquer estratégia de gestão de resíduos de acordo com as metas europeias”.

Através da aprovação daquela moção, os eleitos louletanos assumem “absoluta oposição a qualquer tentativa de licenciamento ou construção de novas células na Cortelha, para além da célula D”.

Aqueles deputados municipais pretendem que haja um “compromisso escrito de que a célula D dita o fim definitivo do aterro na Cortelha, tal como previsto no projeto inicial do mesmo” e que a CCDR Algarve avance, de imediato, com “o estudo técnico para fixar uma nova relocalização para o tratamento de resíduos fora do concelho de Loulé”.

Para além disso, exigem que seja apresentado um plano de reabilitação ambiental para a Cortelha, garantindo a monitorização independente das águas subterrâneas e dos solos nas próximas décadas.

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