Ambiente

Nova barragem à vista para o Algarve. Custo ronda os 200 milhões de euros

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O projeto de uma nova barragem no Algarve, na ribeira da Foupana, abrangendo uma área dos concelhos de Alcoutim e Castro Marim, vai entrar em consulta pública a partir de segunda-feira, dia 31 de agosto. A concretização da obra tem um custo estimado entre 150 e 200 milhões de euros.

O processo de avaliação ambiental abrange não só a barragem propriamente dita, como o túnel de ligação ao sistema Odeleite-Beliche, acessos e restabelecimentos. A entidade promotora do projeto é a Associação de Beneficiários do Plano de Rega do Sotavento do Algarve (ABPRSA).

“Com base nas características projetadas para a barragem na ribeira da Foupana, e tendo como referência o custo de construção da barragem de Odelouca (aproximadamente 126 milhões de euros em 2009), o estudo estimou o valor de investimento necessário para esta obra entre 150 e 200 milhões de euros”, segundo é referido no Estudo Prévio e Estudo de Impacte Ambiental.

A barragem será de aterro, contendo uma cortina central de betão betuminoso no interior. Este tipo de construção apresenta vantagens de comportamento face a eventos sísmicos, de acordo com os documentos consultados pelo Algarve Marafado.

É ainda referido que a altura máxima do aterro da barragem ronda os 52 metros. O coroamento apresenta uma largura de 10,5 metros, tendo sido prevista a circulação de veículos no mesmo, pelo que este será pavimentado e terá passeios laterais.

Foram estudadas três alternativas de localização, mas uma delas foi abandonada por se encontrar completamente dentro da área da Zona Especial de Conservação (ZEC) PTCON0036 – Guadiana. Em relação às duas propostas restantes, a capacidade prevista para a barragem numa é de 124 hm³ e na outra de 99 hm³.

A principal justificação apresentada para a concretização deste projeto “é a necessidade de reforço da disponibilidade hídrica da Região do Algarve, através do reforço do sistema Odeleite-Beliche”.

Conforme refere o estudo, a existência de uma barragem na ribeira da Foupana tem vindo a ser mencionada desde a década de 70 do século passado.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, o licenciamento (ou a autorização) do projeto só poderá ser concedido após uma Declaração de Impacte Ambiental Favorável ou Condicionalmente Favorável.

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