Agricultores devem usar cada vez mais inovação e tecnologia para terem sucesso

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Os tempos que se avizinham não prometem ser de grandes facilidades para quem desenvolve a sua actividade no sector agrícola, no país e, em especial, no Algarve.

Desde logo porque vão ser cada vez mais escassos dois recursos essenciais de que precisam: a água e a terra. Depois, porque os problemas de mão-de-obra que já hoje afectam muitos empresários do sector também terão tendência a agravar-se. A tudo isto vai juntar-se a diminuição dos recursos financeiros, em especial, o que depende dos organismos públicos.

Este quadro pouco agradável foi traçado pelo secretário de Estado das Florestas e do Ordenamento Rural, Miguel Freitas, na sessão de encerramento da conferência sobre o «Sector Agrícola no Algarve», que decorreu no auditório do NERA, em Loulé, na Sexta-feira, 22 de Junho.

Para ultrapassar estas condicionantes, Miguel Freitas defende que “devemos valer-nos, cada vez mais, da inovação e tecnologia” e perceber, com a devida antecedência, os sinais do mercado e do futuro.

Nesse sentido, um dos instrumentos com que o Governo vai avançar é um Centro de Competências de Luta contra a Desertificação, que vai ficar instalado no Algarve, e que procurará analisar os problemas e oportunidades do mundo rural e dar pistas e ideias para que os recursos sejam usados da melhor forma.

O governante também anunciou que os próximos fundos do Programa de Desenvolvimento Regional (PDR) 2020 serão regionalizados, ou seja, haverá a garantia de uma determinada verba será aplicada, por exemplo, no Algarve e “em medidas adequadas às necessidades da região”.

Ao longo de cerca das 10 horas que a conferência durou foi feita uma autêntica radiografia da agricultura algarvia em geral e de vertentes mais específicas, como a da fruticultura, da horticultura, do vinho e do pomar, entre outros, por empresários do sector, especialistas, dirigentes de cooperativas e associações e responsáveis de organismos públicos.

A Universidade do Algarve também marcou forte presença, tendo, de resto, um dos aspectos mais focados ao longo da sessão, sido a necessidade de se combinar, de forma cada vez mais próxima e eficaz, o saber dos produtores com o da universidade, que pode ajudar a criar e desenvolver técnicas e produtos que tornem o sector mais eficiente e rentável.

No final, o presidente do NERA, Vítor Neto, mostrou-se muito satisfeito com a forma como os trabalhos correram e com a adesão que suscitou e garantiu que, no seu seguimento, será criada a “Plataforma Algarve Agricultura”, a qual terá como missão dar continuidade ao trabalho agora iniciado.

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