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PSP detém líder de grupo carteirista internacional

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portimão deteve, no fim de semana, o alegado líder de um grupo de carteiristas que, sediado em Espanha, vinha desenvolvendo a sua actividade criminosa há pelo menos 18 meses em diferentes pontos do território nacional, com especial incidência no Algarve.

Segundo informa aquela força de segurança, em comunicado, “a atuação deste grupo consistia na aproximação às vítimas de forma discreta no momento que as mesmas inseriam o pin do cartão bancário para efetuar o pagamento de compras em grandes superfícies comerciais”.

Uma vez obtida essa informação, roubavam, discretamente às vítimas, na sua maioria cidadãos estrangeiros de idade mais avançada, o cartão bancário, enquanto arrumavam as compras nas suas viaturas.

Concluída esse roubo, o grupo procedia ao levantamentos de dinheiro e também usava o cartão em compras dos mais diferentes tipos, na ordem das centenas e em alguns dos casos na ordem dos milhares de euros, sem que as vítimas se apercebessem de imediato.

O elevado número de furtos registados na região levou a que a Esquadra de Investigação Criminal da PSP Portimão, em coordenação com o DIAP de Portimão, iniciasse uma investigação mais aprofundada sobre esta prática criminosa, o que permitiu perceber que o grupo investigado atuava também noutras zonas do país e inclusive no sul de Espanha, zona onde se encontrava fixado, deslocando-se apenas para o território nacional por curtos períodos, sempre com especiais cuidados com vista a evitar a sua deteção pelas autoridades.

Após longa investigação, a PSP considera ter reunido prova prova que liga este grupo a mais de duas dezenas de furtos, sendo solicitados mandados de detenção ao DIAP de Portimão visando o líder do grupo, com o objectivo de apresentá-lo perante Juíz de Instrução Criminal.

Trata-se de  homem estrangeiro com 55 anos de idade e detentor de um longo histórico criminal, que acabou por ser detido em Espanha através de Mandado de Detenção Europeu e extraditado para o território português no âmbito desta investigação, onde após ser presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Portimão, foi-lhe decretada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

 

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