Grupo de Amigos de Lagos defende património
A Biblioteca Municipal Dr. Júlio Dantas foi palco de um encontro sobre o valor do património natural da cidade e do concelho de Lagos.
O encontro permitiu uma reflexão sobre um bem que é de todos e cuja salvaguarda tem sido negligenciada, sendo que a baía de Lagos tem uma importante linha de costa que inclui dois estuários que devem ser protegidos enquanto «zonas húmidas», em especial a ria de Alvor, classificada de interesse ambiental internacional, mas também as dunas da Meia-Praia, a Costa d’Oiro que toda a gente conhece, as arribas do Porto de Mós até à Luz, com interesse estético, paisagístico e fisiográfico, atestam bem a sua importância, mesmo sem referir a qualidade do ar e da água.
O património existente tem sido matéria de estudo e preocupação, sendo que o interesse à sua volta tem relegando para segundo plano a responsabilidade ambiental que deveria prevalecer em vista de um desenvolvimento harmonioso e para as gerações futuras.
Assim, entre outros aspetos, tem sido preocupante a abordagem das zonas de sapal, a pressão turística na orla costeira, a instalação de equipamentos e culturas de regadio baseadas no aquífero mencionado, em áreas extensas (mais de 100 hectares), ameaçando a reserva estratégica de água – um bem cada vez mais escasso – e a vulnerabilidade da paisagem.
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