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Projeções e outro fogo complicam combate ao incêndio

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Ao longo desta terça-feira ocorreram várias projeções que ‘atiraram’ o incêndio para fora do perímetro original.

Isso obrigou os bombeiros e a Proteção Civil a reposicionarem os seus meios, tendo como grande preocupação que o fogo não tomasse a direção da serra de Monchique.

Uma parte desses meios, em especial, os aéreos, tiveram também de ir combater um outro incêndio, que deflagrou em S. Marcos da Serra e que, segundo referiu, esta tarde, o 2º comandante distrital da Proteção Civil, Abel Gomes, em conferência de imprensa, tinha “um potencial enorme” de ser transformar num grande fogo, se não tivesse sido, de imediato, atacado.

Algumas pessoas de Vale da Coelha (concelho de Lagos) foram aconselhadas a, de forma preventiva, abandonar as suas habitações, mas o comandante espera que a povoação acabe por não ser afetada pelas chamas.

Nas últimas horas, a frente que corre na direção de Lagos, embora ainda a muitos quilómetros da cidade, tem sido a que tem dado mais trabalho e dores de cabeça tem dado aos 646 operacionais que se mantêm no terreno, apoiados por 218 viaturas e 10 meios aéreos.

Em termos humanos, até agora registaram-se três feridos ligeiros, que foram transportados a unidades de saúde.

Para além disso, houve mais nove operacionais que foram assistidos por questões como inalações de fumo ou outras, mas sem qualquer tipo de gravidade.

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