Viagem pela Montanha Sagrada em busca dos encantos de Monchique (com vídeo)
Este concelho algarvio tem belas paisagens, tranquilidade, água pura, boa comida, medronho e até um passadiço. Enfim, tem quase tudo. Estamos a falar de Monchique.
Começamos a viagem pela sede de concelho, a vila mais alta do Algarve, com cerca de 450 metros de altitude.
Encaixada no verde da serra, revela-se passo a passo, entre ruas estreitas e inclinadas, casas brancas e chaminés de saia — largas, robustas, pensadas para resistir aos rigores serranos.
Do miradouro de São Sebastião avista-se o casario dominado pela Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora da Conceição, cuja origem remonta ao século XV e que exibe um elegante pórtico manuelino.
Ao longe, destacam-se ainda as ruínas do antigo convento, testemunho silencioso de outros tempos. Aqui, tradição também rima com medronho, presença obrigatória à mesa.
A poucos quilómetros, o Barranco dos Pisões oferece um cenário de pura tranquilidade. A água que desce da Fóia corre entre pedras e árvores centenárias, formando pequenas cascatas.
O antigo moinho recuperado e um majestoso plátano com mais de 150 anos reforçam o encanto secreto deste refúgio natural, ideal para descansar e escutar a serra.
Descendo em direção às Caldas de Monchique, encontramos águas termais famosas há séculos. Foi nelas que o rei João II de Portugal procurou aliviar os males que o afligiam.
A envolvente verdejante e o património termal continuam a atrair visitantes em busca de bem-estar.
Mais a norte, junto a Alferce, o Passadiço do Barranco do Demo convida a uma experiência diferente.
O percurso inclui uma ponte suspensa com cerca de 50 metros que desafia os mais destemidos, sempre com a paisagem serrana como pano de fundo.
Nas imediações, um antigo sítio onde existiu um castelo guarda hoje um miradouro privilegiado sobre a barragem de Odelouca.
Por fim, em Marmelete, a tradição mantém-se viva.
As ruas íngremes de pedra, a igreja setecentista e a ermida ligada à lenda de Santo António compõem o cenário.
Na Casa do Medronho preservam-se métodos antigos de destilação, num lugar onde até as ruínas parecem contar histórias e onde o sabor da aguardente sela qualquer visita à serra.
Assista aqui ao vídeo:














