Economia

Casas a 20 mil euros o metro quadrado põem esta zona do Algarve entre as 10 mais caras da Europa

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A Quinta do Lago consolidou a sua posição como um dos destinos residenciais mais caros do continente europeu, ao conquistar a 9.ª posição no Waterfront Ranking 2026, elaborado pela Engel & Völkers.

O estudo considera os valores de oferta por metro quadrado mais elevados das propriedades residenciais diretamente junto à água atualmente comercializadas por aquela imobiliária de luxo.

O ranking é liderado por Saint-Jean-Cap-Ferrat, na Côte d’Azur francesa, onde os valores podem chegar aos 113.000 euros por metro quadrado. Seguem-se Marbella, com 62.000 euros/m², e Saint-Tropez, com 61.000 euros/m².

Na referida zona algarvia, os valores de oferta das propriedades mais premium e localizadas diretamente junto à água podem atingir os 20.000 euros por metro quadrado.

A Quinta do Lago destaca-se ao integrar este grupo restrito, superando destinos mundialmente reconhecidos pelo seu elevado custo, como Mykonos, na Grécia, que fecha a tabela.

Compradores estrangeiros dominam mercado de luxo

A forte atratividade internacional continua a ser o principal motor do setor residencial de alto custo no Algarve.

Os dados agora revelados indicam que 80% dos compradores na Quinta do Lago são estrangeiros, com especial destaque para cidadãos irlandeses e britânicos, seguidos por alemães, belgas e neerlandeses. Os investidores portugueses representam os restantes 20% das transações.

Cerca de 60% dos imóveis adquiridos nessa zona são para segunda residência e os restantes 40% para investimento.

De acordo com este estudo, uma característica marcante deste mercado é a elevada capacidade financeira dos interessados: a grande maioria das transações é efetuada sem recurso a qualquer tipo de financiamento bancário, o que atesta o perfil abastado da procura.

Valorização impulsionada por escassez estrutural

Os preços na Quinta do Lago têm registado uma subida contínua.

Segundo o Market Report Portugal 2025–2026 da imobiliária, o preço médio geral dos imóveis comercializados na zona fixou-se nos 13.256 euros por metro quadrado em 2025, o que representa um crescimento de 3,6% face ao ano anterior.

Quando o foco se vira exclusivamente para a linha de água, o valor dispara para o teto dos 20.000 €/m².

Especialistas do setor apontam que o segredo por detrás deste encarecimento reside numa combinação única de fatores: a proximidade à Ria Formosa e ao Oceano Atlântico, a baixa densidade de construção, a privacidade e a segurança.

Como a capacidade de criar nova oferta nestas localizações protegidas é estruturalmente limitada, a escassez de moradias com vista para as lagoas e zonas costeiras garante que os imóveis continuem a valorizar e a manter-se entre os mais caros da Europa.

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