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Autódromo e Universidade do Algarve avançam com obra de 3,4 milhões de euros

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Esta quinta-feira, 13 de julho, foi consignada a obra de construção do parque tecnológico Celerator, num terreno da Parkalgar, a empresa proprietária do Autódromo Internacional do Algarve.

Este equipamento resulta de uma parceria firmada entre aquela empresa e a Universidade do Algarve e vai acolher empresas ligadas à investigação, desenvolvimento e testes de tecnologias e soluções nas áreas da mobilidade, energia e sustentabilidade. O investimento previsto é de 3,4 milhões de euros, uma parte dos quais investido pela Parkalgar e outra vinda de fundos comunitários.

Na cerimónia de apresentação à comunicação social, o administrador da Parkalgar, Paulo Pinheiro, disse que “as obras começam já esta sexta feira e vão ficar concluídas no final do ano, o que é grande desafio”.

O imóvel vai ter mais de 2 mil m2, “ficando, numa primeira fase, com capacidade para acolher 5 empresas e, posteriormente, um total de 10”.

Mas, embora ambicioso, referiu o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, José Apolinário, este projeto deve ser visto como uma espécie de ‘pontapé de saída’ para algo de uma dimensão bem superior, funcionando como “uma âncora para atrair outras empresas tecnológicas para esta área empresarial”.

E espaço para isso não falta. Pelas contas de Paulo Pinheiro, os terrenos disponíveis são perfeitamente suficientes para neles se instalarem entre 50 a 60 empresas que tenham atividade no desenvolvimento área automóvel e energias renováveis. Este responsável quer, por exemplo, convencer empresas que se dediquem a encontrar soluções de mobilidade relacionadas com o hidrogénio ou “a dar uma segunda vida às baterias dos carros elétricos e híbridos”.

O outro parceiro da Celerator é a Universidade do Algarve. O seu reitor considera que a instituição deve promover “uma ligação com as empresas, em especial, as de referência” e é isso que acontece neste caso. Paulo Águas diz que este projeto “vai permitir que equipas de professores e investigadores tenham mais um equipamento, mais um laboratório à sua disposição” e assim conseguirem dar um contributo mais relevante à comunidade.

Da parte da Câmara de Portimão, a vereadora Teresa Mendes referiu que este projeto “vai fazer a diferença em Portimão e no Algarve”, nas áreas da inovação, tecnologia e de novas soluções energéticas. Por outro lado, também será um elemento que contribuirá para “a diversificação económica da região”, para que deixe de estar tão dependente do turismo.

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