“Esta é uma coligação com os verdadeiros social-democratas, os outros não interessam”

O candidato da coligação Servir + Portimão à presidência da Câmara de Portimão, José Pedro Caçorino, garantiu que a coligação do seu partido, o CDS, com o PSD (a que também se juntam PPM e MPT) “não é um arranjo de mera circunstância”, mas antes uma “consequência lógica e quase inevitável de uma forma comum de olhar os problemas da nossa terra e de perspectivar as soluções que queremos trilhar para o nosso futuro.”

Na sessão de apresentação dos cabeças-de-lista, referiu que esta é uma coligação com “o verdadeiro PSD, com as pessoas que genuinamente acreditam numa visão social-democrata para a nossa sociedade, que têm as mesmas preocupações e sonhos para Portimão”, referiu o candidato. “Esses, sem excepção, estão aqui connosco, os outros não interessam” acrescentou, numa referência óbvia a militantes do PSD que agora integram ou apoiam outras candidaturas, em especial, a do PS.

Esses agem “motivados apenas pela satisfação egoísta de interesses pessoais, da sua vaidade e ânsia de protagonismo”, mas, prevê que “mais cedo do que tarde acabarão engolidos por essa mesma corrente.”

José Pedro Caçorino diz avançar com esta candidatura para acabar com a “falta de rumo e estratégia” que considera existir em Portimão, um concelho “entregue ao mato e às ervas” e em que “andaram 4 anos a literalmente ir ao bolso das empresas e das famílias, cobrando e taxando o que podem e o que não podem.”

Alguns dos muitos buracos das ruas estão agora a “ser tapados à pressa”, mas as as obras são “mal planeadas”, provavelmente porque, acusa, a actual presidente da Câmara “sonha de noite para fazer de dia.” Ao fim de mais um mandato, e “apesar das promessas repetidas, ainda não temos uma gare rodoviária, o novo cemitério não passa de uma utopia e a revisão do Plano Director Municipal continua a marcar passo.”

José Pedro Caçorino  diz que “os funcionários camarários são maltratados, discriminados e alvo de pressões e condicionalismos nos seus postos de trabalho.” Algo que acabará caso a sua equipa ganhe as eleições, pois “da nossa boca nunca ouvirão ameaças, gritos nem condicionalismos em relação aos funcionários.”

A este nível, outra situação com que não concorda é a discrepância de salários dos funcionários da empresa municipal EMARP – que pertence a 100% à Câmara – em relação aos outros trabalhadores do município. E deixa o aviso de que “connosco não haverá funcionários de primeira apenas porque foram para uma empresa municipal ganhar o dobro ou ainda mais do que os colegas com a mesma categoria profissional que escolheram, legitimamente, ficar na Câmara Municipal.” Com a equipa que dirige à frente da autarquia, garante,”não haverá discriminação salarial nem benefício de uma elite, com prejuízo da grande maioria dos trabalhadores.”

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