Pagar dívida e atrair investimento para Portimão são prioridades de José Pedro Caçorino

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O grande auditório do Teatro de Portimão (TEMPO) foi, este Sábado, 22 de Julho, palco da apresentação dos cabeças-de-lista às próximas eleições autárquicas da coligação Servir + Portimão (CDS/PSD/PPM e MPT). O candidato a destronar Isilda Gomes da cadeira de presidente da Câmara é José Pedro Caçorino, actual vereador e líder distrital do CDS.

Para a liderança da Assembleia Municipal avança Carlos Gouveia Martins e para as Assembleias de Freguesia, a coligação aposta nas independentes Sara Rosado (Portimão), Vera Pereira (Alvor) e Raquel Boto (Mexilhoeira Grande). O mandatário é Carlos Martins, que, como se sabe, foi, por várias vezes, candidato à presidência da Câmara de Portimão pelo PSD e é o actual responsável máximo pela administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte.

Se ganhar as próximas eleições autárquicas, um dos principais objectivos assumidos por José Pedro Caçorino é pagar o mais rapidamente possível o empréstimo que o Estado fez à Câmara de Portimão, através do Fundo de Apoio Municipal (FAM).

O candidato da coligação Servir + Portimão quer livrar o concelho do que considera ser “um garrote financeiro” e reconquistar a autonomia total da Câmara, livrando-se dos constrangimentos e condicionalismos que estão associados a este empréstimo, nomeadamente, a obrigação do município ter que cobrar “impostos e taxas aos níveis máximos”.

Para isso, quer cortar na despesa primária e rentabilizar o património imobiliário da autarquia, “seja através da sua venda, arrendamento ou concessão”.

Outra prioridade é a tomada de medidas que visem a atracção de investimento, o qual “deve ser direccionado, na medida do possível para o centro histórico da cidade.” Isso passará pela concessão de “incentivos económicos que favoreçam a fixação de empresas e lojas-âncora no centro da cidade, dependendo do número de postos de emprego a criar.”

É, igualmente, importante, na sua opinião, para revitalizar a zona comercial central, renegociar os termos dos contratos de estacionamento tarifado aí existente.

Ao mesmo tempo, devem ser “criados mecanismos administrativos de licenciamento simplificados que permitam aos investidores criar unidades produtivas no concelho, geradoras de emprego, riqueza e diversificação da nossa base económica, criando uma alternativa ao modelo de desenvolvimento do sol, turismo e praia.”

Um dos sectores em que Portimão mais deve apostar é “nas actividades industriais ligadas aos desportos marítimos e náuticos”, numa lógica de reforçar a imagem do concelho como inseparável do mar e de todos os produtos e actividades com ele relacionadas.

No que diz respeito aos muitos navios de cruzeiro que o porto de Portimão recebe, há que tirar deles um maior proveito para a cidade e o comércio local.

Para isso, defende a implementação de “uma política de direccionamento dos passageiros para o centro da cidade”, a ser conduzida, no âmbito de um gabinete de turismo, por “uma estrutura própria que trabalhe em função do porto de cruzeiros e dos turistas que aí chegam.”

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