“Uma vida cheia com um pouco de tudo” – Parte 2

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(O texto pode ser lido na íntegra na edição impressa do Portimão Jornal ou online aqui. Pode também ler a parte 1 aqui)

Ao longo da sua vida, para além do Boa Esperança Atlético Clube Portimonense, Ilídio Poucochinho passou por várias instituições recreativas e de apoio social, de que destaca um mandato na direção dos Bombeiros de Portimão.

Lembra que foi uma “grande mas complicada experiência, pois havia muitas dificuldades financeiras e era um sufoco conseguir arranjar dinheiro para pagar as contas no final de cada mês”. Foi nesse período que “se fez o negócio que levou à abertura de um supermercado do Pingo Doce junto ao quartel, que foi a salvação dos Bombeiros”.

Ilídio Poucochinho defende que “todas as pessoas deviam passar um ano ou dois numa associação para terem a noção do trabalho que implica e a experiência do que é integrar-se num grupo que não tem outro interesse a não ser ajudar outras pessoas e resolver problemas”.

Após a revolução de abril começou também a entrar em contacto com o mundo da política. A liberdade recém adquirida fez com que os cidadãos viessem para a rua lutar pelos seus direitos e pela resolução dos seus problemas. Com esse objetivo foram criadas comissões de moradores em quase todos os bairros, tendo Ilídio Poucochinho feito parte de uma delas.

Reivindicavam, sobretudo, a realização de obras de beneficiação de ruas e a instalação de serviços que hoje são básicos, como água, eletricidade e esgotos. Para definir prioridades e estratégias “realizavam-se autênticas reuniões de condomínios, mas com 200 ou 300 pessoas” e, a partir daí, havia pressão sobre o poder político autárquico para que as intervenções avançassem.

Este movimento “durou uma meia-dúzia de anos, entretanto, foi perdendo força, porque uma parte do que era essencial foi conseguido e também porque as pessoas acabaram por se cansar”.

Envolvimento na política

Entretanto, Ilídio Poucochinho tinha começado a envolver-se na política partidária, ao serviço do Partido Socialista (PS). Recorda-se que “as campanhas eleitorais eram muito diferentes das de hoje, nós é que fazíamos tudo, inclusivamente a cola para os cartazes que, depois, colocávamos em pontos estratégicos”.

Sobretudo nos primeiros anos de democracia, “fazia-se política mais com o coração do que com a razão”. Isso levava a que, em vários pontos do país, por vezes se registassem situações menos agradáveis entre militantes e simpatizantes de partidos diferentes.

Em Portimão, lembra, “não aconteceram situações graves porque a malta conhecia-se toda”. É claro que “às vezes o pessoal de outros partidos colava os seus cartazes em cima dos nossos ou ia cortar os pendões que tínhamos colocado em determinados locais e, logo de seguida, éramos nós a dar-lhes troco, fazendo o mesmo com material deles, mas tudo sem grandes problemas”.

Enquanto político foi eleito por duas vezes para a Assembleia de Freguesia de Portimão (de que é atualmente presidente), por três para a Assembleia Municipal e “houve um mandato em que fui vereador suplente, tendo participado numa série de reuniões de câmara quando os eleitos efetivos não podiam ir”.

(O texto pode ser lido na íntegra na edição impressa do Portimão Jornal ou online aqui. Pode também ler a parte 1 aqui)

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