Política

Portimão: socialistas europeus em busca de soluções para a crise na Habitação

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O Museu de Portimão recebeu, na quinta e sexta-feira (4 e 5 de abril), a conferência “Habitação para todos: Cidades e regiões progressistas constroem o futuro da política de habitação”, uma iniciativa do Grupo do Partido Socialista Europeu (PSE), no Comité das Regiões.

Em declarações aos jornalistas, Nicolas Scmit, atual comissário europeu para o Emprego e Direitos Sociais e candidato dos socialistas da União Europeia (UE) para a presidência da Comissão Europeia, justificou a realização do evento por este ser um problema que “afeta mais de 160 milhões de europeus, que gastam quase metade dos seus rendimentos em habitação, e muitos mais não têm condições financeiras para manter as suas casas adequadamente climatizadas”. 

Este responsável considera que uma das razões para esta situação tem a ver com a tendência para olhar para o imobiliário como uma forma não de criar habitação para as famílias, mas para fazer negócio, seja para alojamento local, seja simplesmente para valorização, pois as casas, de uma forma geral, aumentam o seu valor ao longo dos anos.

Para fazer face à situação defendeu a necessidade de um “maior investimento público na construção de habitações a preços acessíveis”, uma tarefa à qual também se poderão juntar entidades privadas e os bancos, sobretudo públicos.

Mas, embora esta seja uma questão europeia, as realidades existentes em cada país são diferentes e requerem respostas nem sempre coincidentes e é em busca dessas soluções que os socialistas estão empenhados, referiu este responsável.

A anfitriã foi a presidente da Câmara de Portimão, Isilda Gomes, que garantiu estar a sua autarquia empenhada em contribuir para minorar esta questão, através de “um investimento na Habitação de cerca de 86 milhões de euros, verba essa candidatada ao Plano de Recuperação e Resiliência”.

Propostas do PS muito diferentes das do PSD

Um dos participantes nesta conferência foi o líder do PS, Pedro Nuno Santos, que à margem dos trabalhos, e em declarações à comunicação social, disse não querer comentar os nomes que compõem o novo Governo.

Para o timoneiro socialista, “o que verdadeiramente conta são as políticas” e, a este nível, reafirmou que “temos visões diferentes do que é preciso fazer no país e é no campo das ideias em que nós vamos atuar, apresentado as nossas propostas e tentado mostrar que algumas respostas que a Direita quer dar ao país são respostas erradas”.

Por exemplo, “não achamos que seja prioritário, no atual contexto, reduzir impostos a grandes empresas. Não achamos que o caminho para resolver o problema da saúde em Portugal seja a sua privatização ou o recurso crescente aos privados”.

E concluiu, dizendo que “o programa da AD não passou a ser bom porque ganhou as eleições ou porque ficaram à frente do Partido Socialista”.

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