Bloco de Esquerda e Livre concorrem juntos em Portimão
“Unidos por Portimão” é o nome da coligação que junta o Bloco de Esquerda e o Livre nas próximas eleições autárquicas.
O “flagelo” da falta de habitação a custos acessíveis vai ser um dos principais temas da campanha eleitoral daquela coligação.
Em comunicado, os dois partidos defendem ser “imperativo dar uma resposta à crise habitacional que tanto afeta os portimonenses, nomeadamente através do investimento em mais habitação pública digna e a preço acessível, bem como do incentivo à criação de cooperativas habitacionais, disponibilizando uma alternativa justa”.
O combate à escassez de creches e jardins de infância é outra das principais prioridades da coligação, que defende a necessidade de “reforçar e melhorar os serviços públicos municipais e sociais, onde se destaca o alargamento da rede municipal de infantários, creches e jardins de infância”.
Endividamento da câmara continua muito elevado
Os dois partidos criticam a gestão que tem sido seguida pelo PS, que leva a que “o endividamento municipal seja dos mais elevados do país e que os impostos municipais continuem quase à taxa máxima”.
Esta coligação, que pretende também colocar muitos independentes nas suas listas, defende “a democracia participativa e o combate à corrupção através da limitação dos ajustes diretos, privilegiando-se os concursos públicos, com transparência”.
O “rigor e transparência na atribuição dos subsídios, a internalização progressiva dos serviços municipais, combatendo a sua externalização, o reforço da metodologia do Orçamento Participativo, a luta por uma verdadeira descentralização de competências e combate a todos as formas de corrupção e clientelismo” constarão do programa eleitoral que o “Unidos por Portimão” vai apresentar aos eleitores do concelho.
Reforço de funcionários nas escolas
Maior justiça fiscal, com incidência na redução do IMI e de outras taxas municipais, a implementação de um Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, priorizando as deslocações a pé e em bicicleta, o transporte público e os sistemas de mobilidade partilhada, em detrimento do automóvel; a implementação de um Plano Verde, com parques, jardins e outros espaços verdes (Cidade Verde); a reutilização das águas residuais e a redução do desperdício da água no combate às alterações climáticas/seca” são algumas das medidas propostas ao nível do ambiente.
No que ao emprego e às atividades económicas diz respeito, Bloco e Livre defendem a aposta na reabilitação urbana, a eliminação da precariedade laboral, o reforço dos funcionários das escolas e outros serviços municipais e a concessão de incentivos fiscais para a diversificação da economia no concelho.
A melhoria da rede de transportes públicos municipal, um melhor planeamento ao nível do trânsito e acessibilidades, a construção de dois novos edifícios escolares para pré-escolar/1.º ciclo e 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico, o combate à discriminação, aos discursos de ódio e a defesa dos Direitos Humanos são outros dos temas caros ao Bloco e ao Livre.
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