Rui André defende “pacote de incentivos” para os bombeiros voluntários

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Com o calor a dar sinal de que o Verão não está longe, já se começa a preparar a época de combate a incêndios. No essencial, diz o presidente da Câmara de Monchique, “o dispositivo previsto para este ano é semelhante ao do ano passado, com algumas situações novas, que acho que vão ser importantes, como o fogo controlado”.

Rui André diz que a região algarvia é “das mais bem preparadas em termos de bombeiros, equipamentos individuais e de combate a incêndios”, pelo que, a esse nível, se mostra confiante na capacidade de se fazer frente a qualquer fogo.

No entanto, revela alguma preocupação, caso, por força de condições meteorológicas adversas ou outras, não for possível extinguir de imediato as chamas e tenha que se optar por um combate de grande dimensão, ao longo de um período de tempo relativamente longo.

Nessas circunstâncias, “se houver necessidade de constituir mais equipas para fazer face a esse tipo de ataque ampliado, teremos alguma dificuldade em consegui-lo”, havendo necessidade de chamar ‘soldados da paz’ de outras zonas do país.

Isto porque se torna difícil atrair mais gente para a função de bombeiro voluntário, que possa ser chamada em casos de maior necessidade. No pico do Verão, quando há maiores probabilidades da ocorrência de incêndios é quando o sector turístico também está em alta, ocupando pessoas que, noutras circunstâncias poderiam dar uma ajuda no combate às chamas.

Rui André considera que seria importante, quer por uma questão de justiça, quer também para atrair mais gente, que os bombeiros voluntários “tivessem um pacote de incentivos e alguma discriminação positiva”. Ao nível dos municípios algarvios está, de resto, a desenvolver-se um processo, por si liderado, com esse objectivo.

O autarca lembra que “nesta questão dos incêndios, a linha que separa a segurança da insegurança é tão ténue, que o melhor mesmo é todos estarmos prevenidos e preparados”. Isso aplica-se não só às forças que têm como missão combater as chamas, como à população que vive no campo ou na serra, que “é o primeiro agente da protecção civil”.

Essas pessoas, alerta Rui André, devem cumprir a sua parte, ao nível da prevenção, através da “limpeza dos terrenos à volta das suas casas”, de forma a evitar que sejam consumidas, caso surja, ao longo dos próximos meses, algum incêndio de grandes dimensões.

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